Colecionadora chegou a ter 2,5 mil orquídeas em casa

A aposentada Olga Sitta Siqueira, 88 anos, passou a vida em meio às orquídeas. Ela lembra da época em que o local onde hoje fica o Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, era tomado por pés de café de onde a mãe dela extraía plantas. O apreço pelas plantas passou para ela, que já chegou a ter 2,5 mil vasos em orquidário nos fundos de casa. Devido à necessidade de cuidar mais da saúde, hoje tem "apenas" 1,5 mil.
"Com 7 anos, onde era o aeroporto, tinha muito Catasetum no meio dos pés de café. A gente falava que era parasita, não sabia que era orquídea", diz dona Olga. Ela conta que aprendeu bem mais sobre a flor e todos os gêneros depois de entrar para uma associação de colecionadores. "Sempre gostei de plantas, mas a orquídea foi a que mais me chamou a atenção. Então fiz um orquidário pequeno e há uns 13 anos construí um grande."
Dona Olga considera o contato com as flores como uma terapia. O que não a impede de participar de feiras, concursos e de sempre procurar novas espécimes para a coleção. "Essa aqui já ganhou três troféus só neste ano, um em São Carlos (SP), outro em Diamante do Norte e um em Londrina", diz, ao mostrar uma orquídea do gênero Tolumnia.
Mesmo com os orquidário nos fundos da casa, ela diz que espaço não é problema. Com várias epífitas, que são as que se apoiam sobre outras, e terrestres, algumas das plantas são tão pequenas que são pouco maiores do que um imã de geladeira. "Tenho orquídeas do Japão, do México, da África. Se tem uma exposição por aí, vou lá para conhecer", afirma a colecionadora. (F.G.)





