Mauro Wosniack mostra as mudas de café nos tubetes: sem riscos de nematóide e peão tortoEncontrar mudas disponíveis de café está sendo uma das grandes dificuldades do produtor, hoje em dia. Entre os viveiros registrados existentes no Norte do Estado, está o da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), instalado no munucípio de Porto Ferreira. O viveiro utiliza a moderna técnica de produção de mudas por tubetes, que apresenta algumas vantagens em relação ao sistema tradicional de saquinhos.
Entre estas vantagens, estão a ausência de risco de peão torto (os tubetes ficam suspensos em bancadas, longe do chão, quando as raízes entram em contato com o ar deixam de crescer) e de contaminação por nematóides. O sistema também facilita o transporte, feito em bandejas especiais, e o plantio. ‘‘Enquanto um funcionário planta em torno de 500 mudas a campo, no sistema tradicional, com a técnica de tubetes ele pode plantar até 1.500’’, explica Mauro Cesar Wosniacki, agrônomo responsável pelo viveiro.
Na hora do plantio, a muda é facilmente retirada do tubete, que é reaproveitado
Atualmente a Codapar trabalha em parceria com a Cooperativa dos Cafeicultores de Porecatu (Cofercatu), e as cerca de 400 mil mudas que estão sendo produzidas serão repassadas aos associados. O viveiro tem trabalhado com mudas fora de época, para plantio nos meses de agosto e setembro, quando praticamente não há mais riscos de estiagem e geadas.
Wosniacki lembra que tem havido grande procura de mudas por parte de produtores da região, e que o espaço disponível no viveiro (que está dentro do viveiro de mudas de cítricos) permitiria a produção de até um milhão de mudas. Mas, por enquanto, faltam recursos para isso. Atualmente as variedades disponíveis são a Iapar 59, catuaí vermelho e amarelo, mundo novo e icatu vermelho e amarelo.
Pelo sistema de tubetes, as mudas são desenvolvidas em substrato especial, complementado com adubo de liberação lenta. Do plantio das sementes à liberação das mudas (que devem estar com 4 a 6 pares de folhas definitivas) é tomada uma série de cuidados para que os futuros pés de café estejam uniformes e dentro dos padrões. Na hora do plantio, o produtor deve bater levemente o tubete (que é reutilizado pelos viveiristas), para que a muda se solte, e ao introduzi-la no solo, deve tomar cuidado especial com a formação de bolsas de ar junto à raiz. Isto pode ser evitado, segundo Wosniacki, jogando água junto à nova muda.
O responsável pelo viveiro ainda não sabe informar o preço das mudas este ano, mas ele acredita que não haverá grande alteração em relação ao ano passado, quando foram vendidas por R$ 0,12.(S. L.)

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