Coco e saúde
Coco e saúde
A idéia da introdução da cocoicultura como alternativa agroindustrial, econômica e financeira para a região Noroeste, nasceu da observação de coqueiros produzindo satisfatoriamente em jardins e quintais de residências, como simples elementos de embelezamento, ou em sítios e chácaras, para consumo familiar, explica Parreiras Rodrigues, que se dedica à pesquisa e divulgação do coco naquela região há mais de 15 anos.
Opção de renda, o coco poderá contribuir para a consolidação social, econômica e ambiental do Noroeste. A vida produtiva do coqueiro pode chegar aos 70 anos e permite consorciação com outras culturas. Seus componentes (água, fibra - usada, por exemplo, na fabricação de assentos para caminhões, pesquisa financiada pela Mercedes Benz -, polpa, folhas e troncos) podem alimentar agroindústrias.
O poder medicinal da água de coco é conhecido há muito: contra vermes, icterícia, irritações gastro-intestinais, doenças do peito, inflamações dos olhos e membros, vômitos da gravidez, hipertensão. Além disso, possui composição semelhante à do soro glicosado dado aos convalescentes e desidratados; o coco é rico em sulfatos, magnésio, cálcio, frutose, sacarose, proteínas, insulina; integra dieta pós-operatória, é hidratante, restaurador da energia; a água, misturada ao leite-em-pó, é positiva na dieta de crianças; melhora o apetite, pode ser usada como solução fisiológica para a manutenção de sêmen, conservação de órgãos humanos para transplante, preservação de córneas.(J.O.)





