Coberturas são avaliadas na contratação
O consultor de seguro agrícola, Arnaldo Coelho do Amaral Filho, comenta que as avaliações que constam na nota técnica elaborada pelo Iapar poderão servir de base para a formatação de um seguro para o próximo ano. ''Para este ano não porque as apólices já foram contratadas'', afirma. Amaral Filho reforça que os riscos cobertos e os exclusivos são apresentados no momento da assinatura do contrato. Algumas seguradoras, por exemplo, cobrem chuva excessiva outras não, e nenhuma cobre doenças na lavoura.
O corretor confirma que nesta safra realmente os produtores de trigo tiveram problemas com a incidência da brusone. ''Isso não ocorria nessa proporção há uns dez anos'', avalia. Mas o fato, acrescenta Amaral Filho, é que as seguradoras não cobrem doenças e que quando os contratos foram assinados, há três meses, os produtores sabiam que isso era risco exclusivo.
Doenças não são cobertas, segundo ele, porque não há como a seguradora fiscalizar se o produtor faz ou não o manejo correto da lavoura e tenta evitar esse tipo de problema. ''Existem as coberturas de riscos climáticos, que independem da interferência do homem'', pontua. Mesmo nas situações de riscos cobertos há descrições pontuais. Algumas condições são avaliadas no caso de indenização por chuva excessiva, por exemplo.
Amaral filho aponta que nos últimos 40 dias muito tem sido falado a respeito da cobertura de seguro, mas ninguém ''deu uma luz''. Uma sugestão do corretor é que uma saída poderia vir do poder público. ''Se houvesse interesse, alguém do governo poderia subsidiar parte do prejuízo dos agricultores, baseado, inclusive, nas informações da nota técnica do Iapar''. (E.Z.)





