Com perspectiva de faturar R$ 10 bilhões neste ano, a Coamo Agroindustrial Cooperativa deve fechar o ano no azul. No ano passado, a organização faturou R$ 8,65 bilhões. O presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini, afirma que nos últimos 12 meses os preços das commodities foram favoráveis e, além disso, houve também um incremento na produção dos cooperados. O ano, segundo ele, foi "da soja".
Ele explica que a oleaginosa ocupou ainda mais o espaço do milho na safra de verão. Porém, neste atual ciclo, por causa principalmente das intempéries, Gallassini desconfia que pode haver uma queda na produção da soja. No Paraná o excesso de chuva e no Mato Grosso, onde a Coamo possui unidades de recebimento, a forte estiagem prejudicaram o bom desenvolvimento das plantas. "Por causa desses problemas, a safra segue um pouco tumultuada", lamenta.
Para Gallassini, o ano de 2016 ainda é incerto porque não se sabem os rumos da atual crise que assola a economia brasileira.

COOPERATIVISMO PARANAENSE


O bom desempenho das duas últimas safras fez com que as cooperativas do Paraná estimassem um faturamento de R$ 49 bilhões em 2015, 12% a mais em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram arrecadados R$ 43,5 bilhões. Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), afirma que apesar do ano difícil para a economia brasileira, as organizações do Estado conseguiram bons resultados.
Só neste ano, as cooperativas agropecuárias receberam 21 milhões de toneladas de grãos, ante 20 milhões de toneladas contabilizadas em 2014. Ao todo, 70% da produção de grãos do Estado passam pelas cooperativas.
A profissionalização do sistema cooperativista e o planejamento de cada unidade foram os principais motivadores dessa evolução, destaca Turra. Segundo ele, o ano poderia ter sido melhor se não fosse o aumento da inflação, elevação dos tributos e a recessão econômica. O gerente técnico e econômico da Ocepar frisa que 2016 não deverá ser muito diferente, já que a falta de investimentos vai refletir no desenvolvimento do setor. Outro problema que paira na cabeça das cooperativas é a incerteza política. (R.M.)

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