Clima pode estimular mudanças genéticas
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sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Célia Guerra<BR>Reportagem Local 
Segundo o professor de fruticultura, Sérgio Ruffo Roberto, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), as mutações genéticas, como as que deram origem às uvas benitaka e brasil, são muito comuns na natureza. ''As condições climáticas são fatores que contribuem para isso'', explica.
Entre os vários órgãos que compõem o ramo da planta estão as gemas responsáveis pela formação de novos galhos. Em algumas plantas, por razões consideradas espontâneas, surgem ramos com características diferentes da planta mãe, como a coloração e o formato dos frutos. ''Um produtor atento e observador pode aproveitar essas mudanças para lançar novas variedades que despertem interesse econômico'', diz ele, referindo-se ao caso de Sadao Takakura, de Floraí.
Essa mutação genética, continua Sérgio Ruffo, é produzida a partir da divisão dos cromossomos, e foi batizada pela comunidade científica como recombinação gênica natural. Ele cita outro exemplo positivo de mutação genética, o pêssego e a nectarina. ''A diferença entre as duas está na coloração e na pelosidade da casca'', observa. Há, de acordo com o professor, variedades de nectarina produzidas a partir do trabalho de pesquisadores em melhoramento genético, assim como há cultivares originadas dessas mudanças espontâneas. Ele alerta, entretanto, que nem sempre essas mutações são positivas. ''Há casos também em que a mutação produz frutos desuniformes, que precisam ser eliminados'', orienta.


