De acordo com dados meteorológicos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), entre os dias 1º e 18 de fevereiro choveu na região de Londrina 257,5 milímetros, índice superior ao registrado em todo o mês de janeiro, que totalizou uma precipitação de 202,4 milímetros. Beatriz Porto, meteorologista do Simepar, afirma que o alto volume de chuvas neste segundo mês do ano ocorreu em todo o Paraná e não só em uma região específica.
Até o final da colheita, que está prevista para meados de março, Beatriz observa que as chuvas ocorrerão principalmente no final da tarde e início de noite, ocasionadas pelas altas temperaturas durante o dia. Segundo a especialista, essas condições meteorológicas são normais para este período do ano. "A partir de agora as precipitações deverão diminuir gradativamente", completa.

Dificuldades
Marco Brusque Neto, produtor na região de Maringá, explica que as máquinas estão trabalhando um dia e parando dois. Com apenas 30% da área colhida, o agricultor não tem sido favorecido pelo clima. Durante o plantio, Neto enfrentou um longo período de estiagem, agora na colheita é o excesso de chuva que vem tirando o sono do agricultor. Ele já dá certeza de que esta safra e a próxima irão atrasar. "Para se ter uma ideia, as máquinas muitas vezes nem conseguem sair da lavoura por causa da chuva", entristece.
Neto ainda não contabilizou as perdas que as intempéries causaram em sua propriedade, mas já prevê uma perda na produtividade. "Temos que torcer para dar sol daqui pra frente". Em uma área plantada de 300 hectares, o agricultor espera colher neste ciclo em torno de 50 sacas por hectare.
Os produtores londrinenses estão vivendo o mesmo drama. Wilson Wendz já contabiliza uma perda de 10% no volume de produção por causa do mau tempo. "A soja vem perdendo peso porque a alternância entre a chuva e o sol faz com que o grão inche e desinche, o que compromete a sua qualidade", explica Wendz. Ao todo, em uma área plantada de 132 hectares, ele espera colher cerca de 50 sacas por hectare. Ele completa que se o clima continuar desse jeito pode ter grandes prejuízos.

Imagem ilustrativa da imagem Clima deve se estabilizar
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