A Embrapa e a Wageningen University, da Holanda, vão realizar pesquisa conjunta para desenvolver indicadores biológicos de qualidade do solo. O objetivo é estabelecer patamares de equilíbrio para o nível de ocorrência dos organismos que vivem no solo e as interações biológicas entre eles.
''Essa é uma linha nova de pesquisa, porque existem poucos conhecimentos sobre esses indicadores biológicos. Atualmente há vários indicadores químicos e físicos do solo, afirma o chefe do departamento de qualidade do solo da universidade holandesa, Lijbert Brussard, que ministrou seminário essa semana, na Embrapa Soja, sobre Qualidade Biológica do Solo.
O projeto de pesquisa pretende definir, dentro de quatro anos, valores referenciais - usados para comparação - e os valores metas e índices ideais para a incidência de minhocas, nematóides, bactérias e outros microorganismos do solo. ''O desafio é estabelecer, por exemplo, se uma porcentagem de nematóides no solo está prejudicando o seu equilíbrio. A partir desse mapeamento, poderemos interferir no sistema agrícola avaliado para melhorar sua performance'', explica Brussard.
Brussard comemora também o envolvimento de pesquisadores da Embrapa, principalmente das áreas de pragas e doenças, nesse projeto. ''Eles se interessaram em estudar também indicadores biológicos dentro do seu projeto de pesquisa''.
O maior interesse da universidade holandesa é conhecer mais sobre engenharia agrícola do Brasil e os sistemas agrícolas usados, principalmente o plantio direto, cujo sistema ainda pouco difundido na Europa. ''Sabemos que o Paraná é modelo em plantio direto'', explicou Brussard.

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