O projeto participativo, desenvolvido pela Fetaep e Emater, visa levar cursos de formação para jovens, mulheres e também para a terceira idade, com o objetivo de capacitar e profissionalizar essas categorias de trabalhadores rurais. Antes disso, será trabalhada a cidadania a escolaridade, para que os produtores tenham noções de direitos dos cidadãos, previdenciários, que levam ao fortalecimento social da comunidade, explicou o engenheiro agrônomo Benedito Luiz Almeida, um dos organizadores do projeto.
O projeto será levado aos municípios de Grandes Rios, São Jorge do Patrocínio, São José da Boa Vista, Tamboara, Ortigueira e Carlópolis, regiões onde a carência de conhecimento é maior. Segundo Almeida, os agricultores familiares precisam, antes, de formação básica até para descobrirem melhor as necessidades e interesses de cada grupo. ''Eles não têm, ainda, noções do que podem reivindicar'', disse.
Para Almeida, uma cadeia produtiva não pode ter sucesso se todos os elos não tiverem qualidade de vida. ''Não se pode ter sucesso com a comercialização de café se ainda temos trabalhadores rurais sem moradia, sem carteira assinada e sem escola''. Antes de trabalhar com a profissionalização desses agricultores a Fetaep e a Emater está preocupada em melhorar a qualidade de vida do ser humano. Almeida acredita que pelo menos 100 mil pequenos agricultores familiares no Paraná estão fora do processo de modernização da agricultura.(V.C.)

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