Mesmo com os elevados preços das commodities, a produção de soja e milho na próxima safra não deve ser muito diferente do ciclo 2011/12. O motivo, explica Francisco Simioni, economista do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), é devido à limitação da ampliação das áreas de plantio no Paraná. ''A nossa fronteira agrícola é limitada, não dá margem para grandes expansões'', acrescenta o economista.
Segundo ele, muitos produtores deverão ampliar, na medida do possível, a área plantada de soja e milho. Para quem segue à risca a rotação de cultura, por exemplo, não haverá muito espaço para uma só atividade. ''Por isso não temos espaço para crescer tanto'', sintetiza Simioni. Os números oficiais da safra 2012/13 só serão conhecidos no início de setembro, quando o Deral divulga oficialmente os números. ''O nosso corpo técnico ainda está em campo pegando dados para fazermos o levantamento'', conclui.
De acordo com dados do Deral, no ciclo 2011/12 o Paraná plantou 4,40 milhões de hectares com soja, 2% a menos se comparado à safra anterior. Em produção, o Estado colheu 10,84 milhões de toneladas, 29% a menos do que no ciclo passado. O menor volume é resultado da forte estiagem que o Estado enfrentou no início do ano. Na produção de milho primeira safra, o Paraná destinou cerca de 970 mil hectares, área 25% maior do que no período 2010/11. Em volume, foram colhidos mais de 6,5 milhões de toneladas, 6% a mais do que na safra anterior. (R.M.)

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