'Ciberlingua' facilita trabalho do degustador
A língua eletrônica, como explica o pesquisador Luiz Henrique Caparrelli, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, de São Carlos (SP), quando mergulhada na bebida emite um sinal eletrônico referente ao sabor identificado. Ela diferencia sem dificuldade os padrões básicos de paladar, doce, salgado, azedo e amargo em quantidades abaixo da capacidade de percepção do ser humano. ''Ela não irá substituir ninguém, mas trará mais precisão e rapidez ao trabalho do degustador'', tranquiliza Mattoso.
Ela é formada por um conjunto específico de plásticos (polímeros condutores) que conduzem eletricidade e que são sensíveis às substâncias responsáveis pelos diferentes tipos de paladar. ''É graças a essa diferença de resposta elétrica entre uma unidade sensorial e outra que montamos a impressão digital que identifica cada substância'', explica.
Além dos diferentes tipos de paladares, a ciberlíngua, segundo o pesquisador, verifica a presença de contaminantes orgânicos e inorgânicos e evita a exposição de seres humanos a substâncias tóxicas ou de paladar desagradável. Não há ainda a perda de sensibilidade com longos tempos de exposição como ocorre com o ser humano.
Mattoso informa que foram cadastrados ao equipamento 30 tipos de café, além chá, vinhos e água mineral. Estão em andamento ainda os estudo dos paladares do leite e dos sucos. A língua eletrônica deverá ser comercializada daqui a dois ou três anos.





