Repetindo as condições da semana anterior, até a quarta-feira o tempo permanecia seco em todo do estado, com exceção do litoral, quando as chuvas voltaram a ocorrer praticamente em todo o estado, com totais acumulados variando entre 10 e 80mm. O mapa de precipitação mostra um gradiente decrescente do litoral para interior, com valores elevados em determinadas áreas, resultantes de fortes pancadas de chuvas localizadas. Assim, no litoral as chuvas na semana acumularam 66mm em Antonina e 51mm na região de Curitiba, enquanto que choveu apenas 14mm em Ponta Grossa, 11mm Cambará e cerca de 22mm em Maringá e Foz do Iguaçu. As precipitações intensas acumuladas em um dia ocorreram em Londrina (46mm) e Toledo (103mm).
As chuvas ocorridas repuseram a água perdida por evaporação do solo e transpiração das plantas (evapotranspiração) a níveis adequados na maioria do estado. O mapa de água disponível no solo mostra excesso nas regiões que ocorreu maior precipitação, no litoral e região de Curitiba, na região com menor demanda evaporativa correspondente à fronteira sul do estado, e nas áreas com ocorrência de precipitação localizada, como em Londrina e Toledo. Nas demais regiões, o reservatório de água disponível do solo decresceu de 40 a 60% de sua capacidade em áreas restritas, localizadas no extremo oeste e no nordeste do estado, e manteve em 60 a 90% no restante.
As temperaturas no período permaneceram próximas às condições normais esperadas para esta época do ano. As menores temperaturas ocorreram próximo à região de Palmas, onde a temperatura média permaneceu entre 18 e 19 graus (mínimas de 12 a 14 graus e máximas de 24 a 25 graus), enquanto que os maiores valores ocorreram no noroeste, próximo ao vale do rio Paranapanema e no litoral, onde foram registradas temperaturas médias entre 26 e 27 graus (mínimas de 20 a 22 graus e máximas de 31 a 32 graus).
Para as culturas de verão, essas condições climáticas foram favoráveis. A boa disponibilidade hídrica, alta insolação e temperaturas adequadas favorecem a maturação das culturas de soja e milho, sem prejudicar as operações de colheita. Também favorecem a semeadura dos cultivos de feijão da seca e milho safrinha. No entanto, as chuvas intensas causam danos com erosão e eventual acamamento das lavouras em fase final do ciclo.

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