Chuvas mal distribuídas no Sul
Jota Oliveira
De Londrina
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está prevendo, para este verão, má distribuição das chuvas na Região Sul do País, em decorrência do fenômeno La Niña, que ainda deve durar até maio de 2000. Chuva é uma característica marcante do fenômeno La Niña na região, mas neste trimestre as precipitações serão irregulares e mal distribuídas, como já vem sendo observado nos últimos meses.
Com isto, informa o Inmet, podem ocorrer precipitações de forte intensidade em períodos curtos de tempo, intercalados com períodos de vários dias sem chuva, agravados pelo fato da evaporação e evapotranspiração serem maiores nos meses de verão, o que poderá afetar a agricultura. O Instituto acrescenta que os modelos de previsão climática também indicam precipitações abaixo da média, principalmente no Centro e Oeste da Região Sul e Sul do Rio Grande do Sul, devendo ficar próximas do normal climatológica somente no Norte do Paraná.
Aquecimento e pancadasAs chuvas, na maioria das vezes, devem ser ocasionadas por instabilidade na atmosfera, favorecidas pelo forte aquecimento diurno, resultando em pancadas no período da tarde. Normalmente essas pancadas de chuvas são acompanhadas de trovoadas e eventualmente precipitam granizo. A queda de granizo ocorre principalmente no Norte do Rio Grande do Sul, Planalto e Oeste de Santa Catarina e Sul do Paraná. Sendo assim, os totais de precipitação que variam entre 83 mm no Litoral Sul do Rio Grande do Sul e 285 mm no Litoral do Paraná, devem ser menores neste verão. Já as temperaturas, segundo os modelos de previsão climática, tendem a ficar próximas das normais ou ligeiramente acima. Em anos de La Niña, normalmente a tendência é dos extremos de temperatura se acentuarem. As temperaturas médias mínimas que variam entre 12,6ºC no Planalto Sul de Santa Catarina e 21,2ºC no Oeste Catarinense e as médias máximas que variam entre 22,8ºC na região serrana de Santa Catarina e 32,7ºC no Oeste do Paraná, devem ficar muito próximas desses valores.
O verão começou oficialmente às 5h44 (horário de verão) de quarta-feira, 22/12 e se estenderá até às 4h5 de 20 de março do ano que vem. A estação é caracterizada, normalmente, por temperaturas elevadas em todo o País, porque os dias são mais longos que as noites e ocorrem mudanças rápidas nas condições de tempo, provocadas pelo aquecimento. O aquecimento provoca chuvas de intensidade forte, de curta duração, principalmente no período da tarde,
Centro-OesteNo início deste verão, as características são idênticas às do final da primavera, observas o Inmet: ainda ocorrem pancadas de chuva, raios e rajadas de vento e queda de granizo no Distrito Federal, Goiás e no Mato Grosso. No decorrer da estação, essas condições deverão se modificar; as chuvas serão mais contínuas, provocando queda de temperatura. Os índices normais de precipitação, neste período, variam entre 150 mm e 300 mm, com valores máximos que poderão atingir cerca de 400 milímetros na região, com exceção do Mato Grosso do Sul.
O mês de janeiro destaca-se com os maiores índices de chuva ocorridos na região, com valores de 300 mm no Mato Grosso; 290 mm em Goiás e de 240 milímetros no Distrito Federal. Os menores índices ocorrerão em março, com variação entre 150 mm e 200 mm no Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. No Mato Grosso os índices de precipitação poderão chegar aos 280 mm. Neste período a temperatura mínima, na região, varia entre 18ºC a 23 ºC; a mínima absoluta em torno de 16ºC (Distrito Federal); máximas entre 27ºC e 31ºC e absoluta em torno de 40ºC (Mato Grosso do Sul). Em MS os índices pluviométricos poderão ficar abaixo do normal. Em MT, GO e Distrito Federal, os índices poderão ficar acima do normal para a estação.





