Durante a última semana, a passagem de uma frente fria de grande atividade provocou chuvas intensas em praticamente todo o Paraná, regularizando definitivamente o regime hídrico e provocando quedas de temperatura, após um prolongado período de deficiência hídrica e temperaturas elevadas.
As temperaturas médias retornaram aos valores normais para esta época do ano, com 18 a 21 graus no Norte e Oeste (máximas de 21 a 24 graus e mínimas de 15 a 18 graus) e 14 a 17 graus nas regiões de Palmas, Guarapuava e áreas mais elevadas dos Campos Gerais (máximas de 17 a 20 graus e mínimas de 11 a 14 graus).
As precipitações mais intensas ocorreram no sentido Oeste-Leste, com totais acumulados entre 175 e 300 mm na faixa Oeste. A média de chuvas esperadas para todo o mês de maio no Paraná varia de 75 a 150 mm no Norte até no máximo 225 mm no Sudoeste. As precipitações ocorridas entre os dias 16 e 21 de maio ultrapassaram a média histórica em muitas regiões, repondo a deficiência hídrica mas causando escorrimento superficial e erosão do solo em áreas expostas. No dia 18, em Foz do Iguaçu foram registrados 174 mm e no dia 20, ocorreram 138 mm em Paranavaí, 112 mm em Londrina e 95 mm em Umuarama.
Nessas condições climáticas, ocorre excesso de umidade do solo em todo o Paraná e as temperaturas mais baixas causam menores perdas por evapotranspiração. As condições de umidade do solo são adequadas para o estabelecimento da cultura do trigo nas áreas em que já ocorreu a semeadura e para os novos plantios. Porém, as chuvas intensas causaram muita erosão nas estradas rurais e em áreas cultivadas sob plantio convencional recém aradas ou com o trigo em fase de emergência. Nas lavouras de café, as chuvas freqüentes dificultaram a secagem no terreiro e pode ter havido prejuízos pelo carreamento e soterramento de parte dos grãos maduros caídos no solo, o que causa perda de qualidade do produto.

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