Durante a última semana, as chuvas diminuíram em todo o Paraná, como é característico para esta época do ano, mas as temperaturas permaneceram elevadas, como no pico do verão. Os valores acumulados de precipitação permaneceram entre 0 e 15 mm em quase todo o Estado, variaram entre 15 e 50 mm na região Sudoeste e entre 80 e 170 mm no litoral, além da ocorrência de pancadas de chuvas isoladas em algumas localidades, como em Cambará (45 mm) e Maringá (77 mm).
As temperaturas foram mais elevadas na região noroeste do Estado, onde foram registradas temperaturas médias semanais acima de 27 graus C, com mínimas e máximas oscilando entre 21 e 33 graus C. Nas regiões Sul e Sudoeste a temperatura média variou entre 21 e 22 graus C nas áreas de maior altitude e entre 22 a 25 graus C no restante das localidades, com mínimas acima de 16 graus C.
O mapa de água disponível mostra valores acima de 80% da capacidade máxima de armazenamento de água no solo para as regiões Sudoeste e litoral. As chuvas ocorridas na região sudoeste vieram em boa hora para suprir as necessidades da cultura do feijão da seca, que se encontra agora na fase de floração/enchimento de vagens e que se apresentava com deficiência hídrica. Para as regiões Noroeste e Central, a alta perda de água por evapotranspiração (entre 4 e 5 mm/dia) e a falta de chuvas vem decrescendo o armazenamento de água no solo para níveis entre 30% a 50% da capacidade máxima, o que pode ser prejudicial para o desenvolvimento do milho safrinha, além de favorecer o aparecimento de pragas como a lagarta do cartucho. O secamento da superfície do solo também é prejudicial às operações de aração e gradagens nas áreas de plantio convencional. O tempo seco e quente é, porém, favorável para colheita e secagem da safra de verão que se encontra em curso na grande parte do Paraná e também para adiantar certas operações, como a arruação das lavouras de café visando a colheita em maio/junho.

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