Chuva recupera trigais no Oeste e Sudoeste
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de agosto de 2006
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai fazem parte do Mercado Comum do Mate (Mercomate), dos quais apenas o Uruguai não é produtor, mas é o maior consumidor. ''De um lado a produção extrativista é reconhecida como de melhor qualidade, mas por outro peca com a baixa produtividade e sistema de produção inadequado. Se torna mais frágil porque carece de profissionalismo. Os argentinos são mais organizados'', observa o empresário ervateiro.
Para Neusa Rucker, responsável pela erva-mate no Deral/Seab, o diferencial argentino está na atuação do Instituto Nacional de Yerba Mate (INYM), na integração da empresa privada e o setor público e nas pesquisas do mate sob a coordenação dos cientistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA). ''As relações comerciais praticadas nas províncias de Misiones e Corrientes, em massa foliar verde posta na indústria ervateira e erva cancheada, são negociadas entre os segmentos da cadeia alimentar erva-mate. O governo e o INYM atuam nas relações de trabalho e nos preços mínimos da matéria-prima que serão praticados'', informa Neusa, dizendo que no Brasil, o sistema de relações comerciais são norteados pela oferta e demanda de mercado.
Leandro Gheno destaca que o cenário começou a mudar há três anos. ''Antes não se pensava em técnicas de manejo, colheita e acesso a essa colheita. Isso era um ponto frágil da cadeia produtiva. Hoje já existe uma preocupação, até porque a erva-mate perdeu área para agricultura convencional'', esclarece. A perda de área nativa forçou alguns produtores a pensarem diferente: ''Foi aí que começaram a tecnificar a produção com plantio adensado, nos locais onde a erva-mate já se adequa bem''. A alternativa, completa, é também ecologicamente correta. (F.G.)
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