Depois de um período rigoroso de estiagem em algumas regiões do Paraná, agora é a vez das chuvas beneficiarem – e também atrapalharem – duas das principais culturas do Estado que estão em períodos distintos de lavoura: o feijão e o milho. Se de um lado a leguminosa está em fase de colheita, com as precipitações atrapalhando o processo, por outro o cereal está em pleno desenvolvimento e as chuvas trazem boas expectativas para a safra.
A segunda safra paranaense de feijão já tem 31% da sua área colhida. Do total, 11% estão em situação ruim, muito disso justificado pelas variações climáticas. Já 36% estão num cenário mediano e 53% são lavouras boas.
De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) existe uma expectativa de retração de área da leguminosa de 2% nesta safra 2015/16, com queda de 209,7 mil hectares para 205,4 mil hectares. No que diz respeito à produção, o percentual de queda é similar, algo em torno de 3%: de 385,3 mil toneladas para 374,3 mil toneladas na segunda safra.
O técnico do Deral especializado na cultura, Carlos Alberto Salvador, relata que a entidade já estimou uma quebra de 7% até o momento no que diz respeito à área colhida. "As chuvas fortes de janeiro, seguidas de uma estiagem em fevereiro e agora com novas precipitações na colheita são fatores climáticos instáveis que, de fato, atrapalharam a cultura em sua segunda safra", explica ele.

MILHO SAFRINHA
No caso do milho, a situação do momento é bem mais tranquila. Se há algumas semanas a expectativa era de que a chuva chegasse no momento ideal de desenvolvimento – o que de fato aconteceu, principalmente na região Norte do Estado –, as precipitações ao longo desta semana continuam trazendo benefícios para a cultura.
Os números do Deral apontam que apenas 3% das lavouras de milho até agora estão em situação ruim. A grande maioria, cerca de 75%, está em boas condições. Já 22% permanecem num estado mediano. Vale dizer que 52% das lavouras estão em fase de frutificação, 29% de floração e 11% de maturação.
O técnico do Deral Edmar Gervásio salienta que até o momento a chuva não tem influenciado a cultura de forma negativa. "Tudo está acontecendo como esperado. A colheita deve iniciar no final deste mês, mas se intensificando de forma mais significativa no final de junho."
A expectativa é que a produção atinja a marca de 12,3 milhões de toneladas de milho safrinha, alta de 7% frente às 11,5 milhões de toneladas da safra 2014/15. Já a área teve um salto na safra de 1,92 milhão de hectares para 2,20 milhões de hectares, alta de 14,5%.

Imagem ilustrativa da imagem Chuva para o bem e para o mal
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