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Londrina

DEDO DE PROSA 5m de leitura Atualizado em 08/01/2022, 07:53

Chove chuva

PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de janeiro de 2022

Marina Irene Beatriz Polonio
AUTOR autor do artigo

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Imagem ilustrativa da imagem Chove chuva
|  Foto: Marco Jacobsen
 

Quando crianças, nós observávamos o céu com cor cinza chumbo e costumávamos dizer que Deus estava zangado e que logo Ele iria chorar (chuva caindo). Também, os trovões e relâmpagos que aconteciam achavamos indicar que estava havendo uma faxina nos céus e que móveis estavam sendo arrastados para fazer a limpeza. E quando a chuva caia dizíamos estar havendo lavação na morada celeste ou que Deus estava chorando de tristeza (por alguma coisa que, lúdica e inocentemente, inventávamos naquela hora). Fantasias de crianças que nada sabiam acerca do fenômeno chuva.

Mas o tempo passou e nossos olhos se abriram para o conhecimento.

Hoje, quando o calor se faz abrasador e a grama e plantas ficam ressequidas sabemos serem demonstrativos da falta de chuva. E sobre esse fenômeno sabemos um pouco mais.

Este fato aconteceu dia desses.

De repente, depois de longa estiagem, o céu que estivera, por quase um mês, azul e sem nuvens, apresentava agora nuvens acinzentadas, anunciando que o vapor d´água concentrado lá no céu iria cair a qualquer hora em sua forma líquida. Esses indícios fazem parte de nossos conhecimentos tradicionais de previsões climáticas herdados de nossos pais, como também são originários de nossas experiências pessoais diárias.

E não é que choveu mesmo! Mansinho, sem raios e trovoadas aqui para nossa cidade. A chuva, fininha e pouca logo parou. O sol, muito tímido reapareceu e modificou um pouco o aspecto do céu. Logo em seguida o céu se transformou numa paleta de nuvens acinzentadas em vários tons, e o vento, que antes era uma brisa suave, veio, e foi forte e assobiante, a ponto de assustar. Raios e trovões passaram a se integrar à chuva e ao vento formando tempestade. Esse conjunto todo fez despencar uma chuva forte que trouxe vendavais em que casas e árvores foram afetadas e seus donos prejudicados. Mas que fazer se, ainda que traga prejuízos materiais, a chuva é fundamentalmente necessária para a vida dos seres vivos?

E como é bom sentir o cheiro que o solo, tão ressequido antes dela, exala quando fica molhado. Muito melhor ainda é poder ver as plantações e flores todas exibidas com o avivamento de suas cores naturais, tendo seu crescimento acelerado!

E que dizer do efeito positivo que a chuva traz às doenças respiratórias que as pessoas sofrem em razão da baixa umidade do ar que ultimamente persiste? Todos eles minimizados pelo cair da benfazeja chuva.

Então, “chove chuva...”

Marina Irene Beatriz Polonio, leitora da Folha

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