Chope alemão para o consumidor brasileiro
Sem interesse em tocar as terras deixadas do pai, o biólogo Harry Reinerth resolveu investir na transformação do malte, montando uma cervejaria artesanal na Colônia Cachoeira, em Entre Rios. Funcionando a menos de um ano, a fábrica tem capacidade para processar 8 mil litros de chope/mês.
A receita é de um mestre cervejeiro alemão e leva apenas três ingredientes: água, malte e lúpulo, que garante sabor mais amargo à bebida. Sem conservantes e antioxidantes, o chope possui o mesmo teor alcoólico das cervejas tradicionais, conta Reinerth. O malte é adquirido da Cooperativa Agrária e o lúpulo é importado da Alemanha. Além disso, a cervejaria conta com o trabalho de um químico responsável.
Segundo Reinerth, o processo de fabricação do chope artesanal começa com o pré-cozimento do malte. Depois é feita a filtragem, quando o bagaço e o líquido são separados. O bagaço é destinado à compostagem e ainda é usado na produção de champignons da família, assinala o biólogo.
Depois de filtrada, a mistura líquida é levada de volta ao cozimento por 1h30, quando é adicionado o lúpulo. Em seguida, é resfriada e transferida para os tanques de fermentação, onde permanece por cinco dias. Após 15 dias de maturação, a bebida é embarrilada e está pronta para o consumo.
O investimento em maquinários foi de R$ 1 milhão e o litro do chope é vendido a R$ 4,30, direto para os consumidores, em barris de 20 e 50 litros. Rienerth ainda possui dois servidores de 250 litros cada para aluguel em festas e eventos. Sem concorrentes diretos na região, a margem de lucro da cervejaria é de 20%. (M.G.)





