O governo chinês tem projeto de importar animais vivos e material genético (sêmen e embriões) de raças zebuínas criadas no Brasil. O diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia de Guangxi, um Estado localizado na região Centro-Sul da China, Su Xiangqun, afirmou durante visita a Uberaba (MG), que existe interesse na importação. Segundo ele, o rebanho criado em Guangxi tem como base um gado sem raça definida. São animais de pequeno porte e de baixa produtividade.
A pecuária chinesa, segundo os integrantes do grupo que visitou o Brasil, é ainda muito parecida com a do Brasil no início do século, quando o maior contingente de animais era de uma raça conhecida como pé-duro. A intenção do governo chinês é usar as raças zebuínas puras, com raças locais, para aprimorar a genética do rebanho, do mesmo modo que ocorreu entre o Brasil e as importações do zebu da Índia.
Hesheng Jiang, outro membro da comitiva chinesa, relatou que na China o consumo per capita de carne (todos os tipos) é de 60 quilos por ano, considerando apenas os 400 milhões de chineses que vivem nas cidades. Não há estatística de consumo entre outros 700 milhões que vivem no campo.
Estimativas da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), entidade visitada pela comitiva chinesa, apontam que em 2010 os chineses terão potencial de consumo de carne bovina na casa de um milhão de toneladas/ano. Segundo o vice-presidente da ABCZ, João Prata, se o Brasil conquistar o mercado chinês, poderá ser o maior exportador de carne do mundo.

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