Certificadoras já podem atuar na rastreabilidade da carne
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sexta-feira, 21 de junho de 2002
Cláudia Barberato<BR>Reportagem Local 
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, oficializou, na última terça-feira, dia 18, as primeiras quatro empresas que serão as certificadoras de habilitação para o rastreamento bovino e bubalino implantado por intermédio do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). As quatro empresas são o Instituto Gênesis, de Londrina, a Planejar, do Rio Grande do Sul e as Certificações Brasil e Serviço Brasileiro de Certificação, de São Paulo. Atualmente, entre as já credenciadas, o maior rebanho está com a Planejar (171 mil cabeças). A Gênesis, de Londrina, tem um rebanho de 40 mil cabeças rastreadas das quais 7 mil de pecuaristas do Paraná. As quatro credenciadas têm um total de 309 mil cabeças rastreadas, a maioria no Centro-Oeste, região que responde por 50% das exportações de carne brasileira.
O Ministério divulgou ainda que nos próximos dias mais três empresas serão habilitadas para emitir os certificados e em julho já começam a ser exportados os primeiros lotes de carne dentro dos padrões de rastreamento.
As próximas empresas a receber o aval do Ministério também estão focadas na região centro-oeste, que concentra o maior rebanho bovino brasileiro (35% de um plantel de 165 milhões de cabeças). Estão na lista, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Organização Internacional Agropecuária (OIA-Brasil) e a Biorastro Certificação de Produtos Agropecuários Ltda., que aguardam a auditoria do Mapa. No segmento orgânico a OIA-Brasil também aguarda o credenciamento pelo governo.
A adesão ao Sisbov, segundo informações do Mapa, é voluntária e as despesas com a certificação serão bancadas pelos produtores. O custo por animal varia entre R$ 3,50 a R$ 4,00. O mecanismo de identificação para rastrear será de livre escolha do produtor (chip, brinco, marca) e as informações sobre a origem, alimentação, vacinação, movimentação e abate serão transmitidas pelas certificadoras por meio de um sistema informatizado vinculado a um banco de dados com central administrada pelo Ministério da Agricultura.


