O algodão mudou radicalmente de cenário nas últimas duas décadas. Até os anos 80, a cultura predominava no Paraná, que detinha 55% da área nacional, que era de 1,3 milhão de hectares (ha) na época, para uma produção de 900 mil toneladas de pluma. As lavouras paranaenses, que chegaram a 700 mil hectares, hoje estão em apenas 53 mil ha (7% da área nacional). Aos poucos, o algodão foi subindo para o Centro-Oeste e o Nordeste e hoje ocupa grandes áreas mecanizadas no Cerrado, favorecidas pela topografia plana.
Hoje a área plantada no País diminuiu em relação aos anos 80 - é de 1,029 milhão de hectares - mas a produtividade aumentou para 1,3 milhão de toneladas/ano, devido ao maior uso de tecnologia. O líder em produção e área é agora o Mato Grosso, com 399 mil hectares.
O grosso da produção nacional é hoje proveniente de grandes fazendas de mais de 1.500 hectares cada, distribuídas por Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia e Goiás. ''São propriedades que trabalham nos moldes modernos, não economizam em tecnologia e cada uma tem sua própria usina de beneficiamento'', diz Almir Montecelli, da Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar).
No Paraná, como o perfil dos produtores de algodão é totalmente diferente caractarizado por pequenas propriedades é necessária a associação em cooperativas para que seja viável manter uma usina de beneficiamento. ''Precisamos juntar uns 350 produtores nossos para dar a produção de uma fazenda dessas do Mato Grosso''. (J.K.)

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