Cereja despolpado vai para exportação
Os preços baixos do café ''ainda'' não desanimaram o produtor Luís Brocco. Ele é engenheiro agrônomo e além da empresa de planejamento agrícola que mantém em Santa Cecília do Pavão, Brocco toca uma propriedade de 10 alqueires. Ele destinou uma área para soja e trigo, mas aposta no café na agregação de valores da propriedade.
Apostando no sucesso da cultura, o produtor entrou este ano no grupo de produtores de cafés especiais para exportação, o cereja despolpado. Para isso ele investiu na compra de uma máquina despolpadora e de um secador. Brocco construiu uma nova tulha, ''para manter os ratos longe do produto''. O investimento foi na ordem de R$ 30 mil.
Na área de 4 alqueires, ele colheu 140 sacas de café cereja e mais 120 sacas de café convencional (beneficiado). Para a colheita, Brocco formou uma equipe de 15 pessoas que cuidaram da coleta seletiva dos grãos. ''A colheita foi feita em quatro etapas'', revela. Ele ainda não comercializou a produção e, pelas propostas que tem recebido, acredita em bons preços.
Brocco também aconselha a adoção do cultivo adensado do café. ''Dá pra manter uma média de colheita, a bianualidade tão fica tão marcante'', informa. Ele está optando também pelo pouco uso de produtos químicos. Na adubação privilegiou o uso de esterco animal e o controle de pragas é feito só quando o ataque oferece ameaça. O uso de variedades resistentes como o Iapar 59, segundo ele, dá a tranquilidade de plantas mais sadias.





