Cerco ao agrotóxico ilegal
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sexta-feira, 09 de julho de 2004
Reportagem Local 
Até março deste ano, cerca de quatro toneladas de agrotóxicos ilegais foram apreendidas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), que junto a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), promove uma campanha nacional de alerta ao campo contra os riscos que envolvem agrotóxicos roubados, pirateados e contrabandeados.
O prejuízo causado pela movimentação de agrotóxicos ilegais no Brasil chega a US$ 30 milhões por ano. As indústrias limitam a abertura de novos postos de trabalho e são obrigadas a reduzir investimentos em virtude da perda constante de receitas.
Mais de três mil chamadas foram registradas pelo Disque-Denúncia este ano. A expectativa da campanha é dobrar o número de denúncias recebidas. Atualmente, cerca de 300 pessoas são investigadas por envolvimento com agrotóxicos ilegais no País. As apreensões mais recentes aconteceram nos municípios de Corbélia (PR), Palmeira das Missões (RS) e Rondonópolis (MT), entre outras cidades das regiões de fronteira.
A venda e o uso de agrotóxicos ilegais configuram crime ambiental, de acordo com a Lei 9605, de 12 de fevereiro de 1998. Os infratores estão sujeitos a multas de até R$ 1 milhão. Para denunciar casos de pirataria, contrabando ou roubo de agrotóxicos, as entidades disponibilizaram o número 0800 940 7030. A ligação é gratuita e o denunciante tem sua identidade preservada.


