Cerca elétrica pode aumentar rendimentos da criação a pasto
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de novembro de 1998
Da Redação 
O uso de cerca elétrica para pastejo rotacional na Estância da Quinta, propriedade no Rio Grande do Sul, trouxe bons resultados para a proprietária, Nara Fauth Pereira (foto). A cerca foi instalada em 25 hectares (ha), com 25 divisões e acesso à água para 45 vacas de descarte da raça santa gertrudis, em pasto de aveia e azevém. Cada lote permaneceu, em média, 30 dias no sistema.
O ganho médio diário somou de 800 gramas. A idéia era manter, na média, 1,5 unidade animal por hectare, ou 720 quilos de peso vivo por hectare. Em outros períodos (entrada da primavera), o agrônomo Fábio Rosa, da STA Agroeletro, empresa que prestou assessoria na propriedade, lembra que é possível aumentar a capacidade de suporte para 1200 quilo de peso vivo por hectare, mantendo os mesmos ganhos.
Com o sistema, garante o agrônomo, pode-se chegar a ganho diário de 1,2 quilo por animal, mas seria preciso diminuir a lotação. Como a propriedade contava com vacas em bom estado, continuar com 1,5 unidade animal por hectare significava vender um lote de ventres a cada 30 dias, como o projeto foi definido desde o princípio. Desta forma conseguimos girar o capital estocado em vacas de descarte.
Um dos modelos apresentados por Rosa para implantar o sistema de pastoreio rotativo racional com cerca elétrica mostra uma receita maior de 38,77% em comparação ao chamado procedimento normal de terminação de 200 vacas de descarte. No estudo, o lote que é vendido no outono, por ocasião do toque, consegue um preço médio histórico de R$0,65 no período. A receita por ventre, com peso de 420 quilos, é de R$273,00, com uma projeção total de R$54,6 mil.


