O Censo Aquícola Nacional, deflagrado no último dia 7 de setembro, pretende ouvir só no Paraná entre 22,5 mil e 23 mil aquicultores, empreendedores dedicados ao cultivo controlado de organismos aquáticos como peixes, mexilhões, ostras, algas e rãs. O Estado foi dividido em 33 regiões e o coordenador estadual, Cleverson Luiz de Oliveira, informa que o levantamento já começou a ser feito. A estimativa é que tudo esteja concluído até dezembro. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), os dados deverão ser divulgados até fevereiro do próximo ano.
Serão aplicados dois tipos de questionários: um geral para captar dados sobre propriedades, produtores e espécies exploradas; e outro - abrangendo 12,5% dos entrevistados - que visa apurar informações sobre a situação fundiária do empreendimento, infraestrutura e eventuais relações comerciais entre empreendedor e grupos organizados, como cooperativas e associações, entre outras.
Inédito no País, o censo quer saber quem e quantos são e onde estão os aquicultores. O estudo deverá nortear políticas públicas mais eficientes para o setor, voltadas para o incremento da cadeia produtiva, para a melhoria da qualidade do produto e para a ampliação do acesso a assistência técnica.
De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, José Wigineski, 70% da produção de pescados paranaense são de tilápia. Desse total, 50% são destinados para pesqueiros; 34% para processamento industrial; 4% são comercializados em feiras; e 12% vendidos diretamente nas propriedades. (L.A. e M.R.M.)

mockup