Os números médios do País (leia-se RS, PR, SC e MS) também são positivos. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento(Conab) apontam uma estimativa de colheita para a safra brasileira de canola de 54,7 mil toneladas, um crescimento de 5,2% frente as 52 mil toneladas da safra 2011/12. Na área, o crescimento foi de 42,4 mil hectares para 43,8 mil hectares, leve alta de 3,3%. Em relação à produtividade, houve estabilidade na faixa de 1,2 mil kg/ha.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Canola (Abrascanola), Fábio Benin, explica que o cenário da cultura mudou no Brasil após o surgimento das indústrias de biodiesel no País, em 2007. "Certamente, isso fez que surgisse uma demanda adicional. Hoje, o crescimento médio da área de plantio fica em 30% ao ano", salienta ele.
A estimativa para 2013 era de crescimento de 50% na área de plantio, o que não aconteceu graças a problemas no fornecimento de sementes. Outro fator que deve ser trabalhado para o fomento da cultura é a formação e capacitação de profissionais técnicos para a disseminação da cultura. "São estes profissionais que fazem os produtores comprarem a ideia da produção. Hoje, todo o cenário é favorável: existe o domínio da cultura, tecnologia e garantia de compra por empresas ávidas por matéria-prima de qualidade", relata.
Só a BSBios, empresa do setor que atua na região Sul do País, possui uma área de fomento de entre 15 mil e 20 mil hectares e pretende aumentar este número significativamente até 2020. De acordo com dados da Abrascanola, existe na região Sul uma área de 5 milhões de hectares em pousio de inverno, que poderia ser utilizada para o plantio da cultura. "Não é uma disputa com as outras culturas de inverno, mas sim um complemento que auxiliaria na renda do produtor neste momento da safra, que é mais de investimentos do que retorno no caixa." (V.L.)

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