A Casa de Carnes Central, do outro lado da Avenida México, mostra que o negócio de embutidos suínos é mesmo tradicional em São Martinho. O açougue foi inaugurado em 1975 por Narcísio Sanches, 75, e hoje é tocado pelo filho, Marcos Luiz Sanches, 38.
A família Sanches também é dona de um dos dois frigoríficos de suínos do distrito, que abate em torno de 100 porcos por mês. Vendendo principalmente para estabelecimentos de Londrina, a Casa de Carnes Central conseguiu fazer boa clientela e agora investe na ampliação dos negócios. Estão saindo do estabelecimento de 200 metros quadrados para atender em novo açougue, de mil metros quadrados, que está em fase de acabamento, também na Avenida México. Sair de São Martinho nem pensar.
De acordo com Marcos, a indústria da carne suína gera em torno de 100 empregos diretos no distrito. Sobre o segredo do sucesso, ele diz que é a qualidade da carne, sempre fresquinha. Até a concorrência, com três açougues que tem o embutido como carro-chefe atendendo na mesma avenida, é bom para o negócio. ''Isso faz com que todos caprichem, procurem qualidade e novidade. Assim, todos evoluem'', comenta Sanches.
A casa de carnes mais novata do lugar é a ''dos Amigos'', de Admilson Pereira da Silva, 39, fundada há 10 anos. Ele aposta na inovação da linguiça com queijo e legumes para atrair a freguesia. Tem também um salame curado com vinho de sabor interessante. Mesmo assim, a que mais vende é a linguiça pura. Ele não se queixa do movimento. ''O pessoal prova e gosta. Um vai indicando para o outro e vamos indo bem'', destaca.
Há ainda duas propriedades rurais de São Martinho que fabricam embutidos e atraem grande clientela. Já há quem ande chamando São Martinho de ''capital do embutido''. Todos apostam que logo o ''apelido'' pegue para valer. (W.S.)

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