O trabalho de Sequenciamento do Genoma Café recebeu, na última quinta-feira, o Prêmio CeCafé de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica. A premiação ocorreu durante o 1º Fórum & Coffee Dinner, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, em São Paulo.
Desenvolvido pelos pesquisadores Luiz Gonzaga Esteves Vieira, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Carlos Augusto Colombo (IAC) e Alan Carvalho Andrade, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o trabalho premiado objetivou o sequenciamento em larga escala de sequências expressas do genoma do cafeeiro (EST, tradução de Expressed Sequence Tags).
Foram produzidas mais de 200 mil sequências, das quais cerca de 150 mil são de alta qualidade, obtidas a partir de clones de bibliotecas de DNA, preparadas a partir de diferentes tecidos e/ou sob condições de estresses bióticos e abióticos (folhas, ramos, sementes em desenvolvimento, frutos, calos embriogênicos etc).
O melhoramento genético contribuiu de maneira significativa para a consolidação do País como principal produtor mundial de café. Nos últimos anos, a pesquisa desenvolveu, recomendou e disponibilizou aos cafeicultores 16 novas cultivares de café para o plantio nos mais diversos ecossistemas brasileiros.
Com a utilização das cultivares melhoradas, o Brasil pôde incrementar sua produtividade média em mais de 20%, utilizar menos agrotóxicos (dada sua maior resistência a doenças e pragas) e aumentar a rentabilidade do cafeicultor, além de contribuir decisivamente para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira.
Desde 2003, o CeCafé concede prêmio a profissionais que tenham contribuído para a divulgação ou desenvolvimento do agronegócio café brasileiro. Neste ano, o prêmio prioriza a pesquisa cafeeira e sua marcante contribuição ao desenvolvimento do agronegócio café. A pesquisa cafeeira tem sido decisiva no sentido de assegurar a sustentabilidade da cadeia agroindustrial e a competitividade do café brasileiro no mercado mundial.
Também serão premiados, pelo conjunto da obra, os pesquisadores Luiz Carlos Fazuoli, do Instituto Agronômico de Campinas; Antonio Alves Pereira, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais; e José Braz Matielo, do Instituto Brasileiro do Café e atualmente da Fundação Procafé, que dedicaram a vida e a carreira ao melhoramento e desenvolvimento de cultivares superiores de café.

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