Ceasa integra programa Alimento Seguro
Luiz Gusi, presidente da Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa), explica que a intenção do programa Alimento Seguro é envolver a participação de todos os elos do setor produtivo. ''Há muitos anos estamos tentando implementar um sistema de rastreabilidade'', destaca Gusi. Para o alimento ser aceito nas Ceasas, o presidente conta que a Vigilância Sanitária realiza a coleta das amostras (processo que já vem sendo realizado na Ceasa de Curitiba) para testar o grau de toxidade dos alimentos. Por enquanto, as análises estão sendo realizadas somente em maçã, morango, banana, uva e mamão.
A escolha desses alimentos, explica Gusi, se deu pela alta suscetibilidade de contaminação dessas culturas. Ele salienta que depois de implantado o sistema de rotulagem, os produtores terão dois anos para se adequar ao programa. ''Esse rótulo vai do produtor até a gôndola do supermercado, tendo o endereço de onde foi produzido e também do distribuidor'', salienta. Caso seja uma cooperativa, o presidente acrescenta que no rótulo será necessário ter o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica da Cooperativa (CNPJ), junto com o seu respectivo endereço.
Para não ser barrado na análise toxicológica, Gusi orienta que os produtores tenham uma caderneta com anotações de todas as aplicações recomendadas por um engenheiro agrônomo. Em breve, completa Gusi, o projeto Alimento Seguro estará presente nas cinco unidades da Ceasa do Paraná. (R.M.)





