Curitiba - CD-Rom interativo, vídeos técnicos e educativos; folders e folhetos com orientações para consumidores, além de um livro técnico com os resultados da tese de doutorado sobre agricultura orgânica. Esta é a coleção que o pesquisador Moacir Roberto Darolt, do Iapar, órgão do sistema Seab, lançou esta semana, como resultado das pesquisas em agricultura orgânica ao longo dos últimos 6 anos.

As publicações são destinadas a diferentes públicos como produtores, estudantes, técnicos, distribuidores, consumidores e até crianças.

Recentes pesquisas apontam que a prática da Agricultura Orgânica saiu da marginalidade para atingir um crescimento próximo da indústria da informática, entre 20% a 30% ao ano. Na Alemanha e Holanda já existe legislação específica em que os alimentos destinados às crianças só podem ter como ingredientes os produtos orgânicos.

O consumo de produtos orgânicos surgiu nos últimos cinco anos e se acentuou após o ano 2000 com a descoberta de doenças graves como da ''Vaca Louca'', e diversos cânceres associados ao consumo e manejo de agrotóxicos e remédios.

Por conta disso, o consumo desses produtos também vem aumentando no Brasil, num ritmo de 40% a 50% ao ano, explicou o engenheiro agrônomo e pesquisador do Iapar, Moacir Darolt.

Para o pesquisador, o consumo desses produtos vem aumentando à medida que a informação e o conhecimento sobre essa prática vêm se disseminando entre produtores e consumidores. Darolt também é membro da Associação dos Consumidores de Produtor Orgânicos do Paraná (Acopa) e defendeu uma tese de doutorado, que se transformou em tema para o livro de sua autoria, ''Agricultura Orgânica, Inventando o Futuro''.

Darolt acha fundamental a informação para o consumidor, que muitas vezes não sabe a origem do produto que está comprando. O pesquisador lançou o Manual do Consumidor, em que explica o período de sazonalidade e procedência dos produtos. Citou como exemplo o tomate, que na região sul deve ser consumido entre os meses de novembro a março, período que o consumidor encontra o legume produzido na região.

Segundo Darolt, os produtos produzidos na época certa exigem menos aplicação de agrotóxicos. Ao contrário do tomate que está disponível no mercado nesta época do ano, que tem alta carga de agrotóxicos. Isso porque o tomate que está sendo consumido agora no mês de julho é oriundo de plantios comerciais da região de Goiás, cujos produtores recorrem ao uso de agrotóxicos. ''Esse tipo de produto leva em média 40 pulverizações'', explica.

O Manual do Consumidor mostra como é importante comprar direto do produtor. ''É quando o consumidor tem a certeza da procedência do alimento e que ele não foi pulverizado'', lembra. Geralmente, as hortaliças como couve, cheiro-verde e outras folhosas de ciclo mais curto recebem menos agrotóxicos.

O Manual do Consumidor tem uma lista indicando a variedade de legumes, verduras e frutas cultivados no sistema orgânico à disposição do consumidor, que geralmente se limita ao consumo de tomate, cebola, alface e batata.

Outra publicação é o Manual do Produtor. O Pesquisador percebeu que são poucos os produtores que dominam a informação e que é necessário um período de conversão do solo para que a produção daquela área seja de fato orgânica.

SERVIÇO
Os interessados podem adquirir as publicações através do e-mail: [email protected]. Telefone (0xx41) 665-6336

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