Cautela e treinamento são aliados de produtor
O agricultor Márcio Trombini olha com satisfação os campos de soja quase prontos para a colheita na sua propriedade em Arapongas. Ele, que passou grande parte dos seus 38 anos na zona rural, conhece bem todo o trabalho que resultou numa boa produção. E também sabe como agir depois que entregar a safra na cooperativa.
Trombini é um dos que comemoram a boa produção agrícola, reforçada por preços em patamares dificilmente vistos. Atualmente, enquanto espera a hora de colher os nove alqueires de soja e cinco de milho, ajuda os vizinhos, os irmãos Neide e João Gameiro, a fazer a sua colheita.
''Este ano, 'correu redondo', o clima ajudou, e a soja alcançou os R$ 48. O preço agora está em R$ 42, que é bom'', diz Trombini, que critica a alta dos insumos. ''Nesta safra, a tonelada do adubo foi vendida até por R$ 700 e já ouvi dizer que ano que vem pode chegar a R$ 1.200'', conta.
É justamente a preocupação com custo da produção que estimula o produtor a manejar corretamente a sua lavoura. O cuidado e a orientação do escritório da Emater deram bom resultado. Para produzir os 130 sacos por alqueire de soja, por exemplo, Trobini fez uma única aplicação para o controle da ferrugem, uma contra lagarta e outra contra o percevejo. ''O Antônio (da Emater) orientou a gente a só aplicar o fungicida quando a soja estivesse engrossando o grão'', relata.
A grande experiência na agricultura, além da troca de experiência e informações com a extensão rural, fazem de Trombini um produtor cauteloso. Em primeiro lugar, os ganhos da safra serão usadas para saldar dívidas. Parte do lucro será guardada ''para aguentar os trancos''. Precaução, para ele, não significa parar no tempo, tanto que deve investir também em tecnologias e sementes de qualidade. (R.C.)





