Erva perene a semi-perene, de caule ereto, simples, canelado, e que tem nas suas folhas princípios ativos que combatem os vermes e falicitam a menstruação. Estudos mais recentes revelam outras qualidades muito interessantes da planta como combate a enxaqueca, anti-reumática e dores musculares. Recebeu como nome catinga-de-mulata devido a seu cheiro forte. Mas quem conhece diz que não é desagradável.
Segundo o pesquisador Paulo Guilherme Ribeiro, do Instituto Agrônomico do Paraná (Iapar), o uso externo da tintura da planta tem demonstrado a sua eficiência no combate a dores em geral, inflamações, artrite e furúnculos.
Cultivo A planta é originária da Europa, mas se adapta muito bem nas diversas regiões do País. É rústica, cresce em qualquer tipo de solo. A propagação é feita por sementes ou divisão de touceiras, de preferência na primavera e no outono.
Indicações Além de indicada como anti-helmíntico outros estudos mostram que alguns princípios ativos da catinga-de-mulata estimulam a produção de bile, com isso auxilia a digestão. Para se fazer o chá, por infusão, deve-se usar 2 gramas de folhas secas em 200 ml de água. Tomar 2 a 3 xícaras (chá) ao dia.
Para uso contra dores reumáticas, artrite, furúnculos e inflamações externas em geral deve ser feita tintura utilizando 5 partes de álcool para uma parte da planta, ou seja, pode-se fazer 200 gramas da planta com 800 gramas de álcool. O pesquisador Paulo Guilherme comenta que nas instruções para manipulação das plantas, a melhor medida é usar peso, por que outras referências como partes, punhados, ou mesmo um copo, uma xícara ou colher, pode variar no tamanho.
Deve-se deixar a planta macerada com álcool no mínimo 12 horas em repouso. Depois, pode-se misturar um pouco de óleo (20%) que pode ser de amêndoas, vaselina líquida ou óleo de rícino, enfim, qualquer tipo de óleo para facilitar a aplicação do produto na pele. Pode-se usar 2 a 3 vezes ao dia.
A catinga-de-mulata é uma erva pouco encontrada nas farmácias ou lojas que vendem plantas medicinais, talvez pela pouca procura, então o mais fácil é ter a planta no quintal de casa ou em vaso. Não é difícil de cultivar.
Paulo Guilherme comenta ainda que para sitiantes, é bom ter um canteiro grande com esta planta para misturar as folhas nas rações de aves ou suínos, para reduzir a presença de vermes.
Fontes ‘‘Plantas Medicinais’’, publicação do Grupos Entre Folhas da Universidade Federal de Viçosa (MG), com divulgação através do CD-room ‘‘Plantas Medicinais’’, produzido pela Agromídia Software Empresa de Incabadora de Base Tecnológica da Universidade Federal de Viçosa (MG).
Outras informações e sugestões pelo telefone (operadora) 43-374-2118, com Cristina Côrtes; pelo fax 43-339-1412 ou e-mail [email protected]

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