Catinga-de-mulata (Tanacetum vulgare L.)
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de julho de 2000
Cristina Côrtes De Londrina 
Erva perene a semiperene, de caule ereto, simples, canelado, e que tem nas suas folhas princípios ativos que combatem os vermes e facilitam a menstruação. Muito conhecida dos antigos como erva vermífuga, mas estudos mais recentes revelam outras qualidades muito interessantes da planta, como combate a enxaqueca, anti-reumática e contra dores musculares. Recebeu como nome catinga-de-mulata devido a seu cheiro forte. Mas não é desagradável.
Segundo o pesquisador Paulo Guilherme Ribeiro, do Instituto Agrônomico do Paraná (Iapar), o uso externo da tintura da planta tem demonstrado a sua eficiência no combate a dores em geral, inflamações, artrite e furúnculos.
CultivoA planta é originária da Europa, mas se adapta muito bem nas diversas regiões do País. É rústica, cresce em qualquer tipo de solo. A propagação é feita por sementes ou divisão de touceiras, de preferência na primavera e no outono.
IndicaçõesA catinga-de-mulata é indicada para combater vermes, anti-helmíntico e facilita a menstruação. Outros estudos mostram que alguns de seus princípios ativos estimulam a produção de bile, com isso auxiliando a digestão. Para se fazer o chá, por infusão, deve-se usar 2 gramas de folhas secas em 200 ml de água. Tomar 2 a 3 xícaras (chá) ao dia.
Segundo o pesquisador Paulo Guilherme, essa planta também é utilizada para aliviar dores reumáticas e artrite; trata furúnculos e inflamações externas em geral. Para isto deve ser feita tintura, utilizando 5 partes de álcool para uma parte da planta, ou seja, podem-se misturar 200 gramas da planta com 800 gramas de álcool. O pesquisador comenta que nas instruções para manipulação das plantas, a melhor medida é usar peso, porque outras referências como partes, punhados, ou mesmo um copo, uma xícara ou colher, podem variar no tamanho.
Deve-se deixar a planta macerada com álcool no mínimo 12 horas em repouso. Depois, pode-se misturar um pouco de óleo (20%) que pode ser de amêndoas, vaselina líquida ou óleo de rícino; enfim, qualquer tipo de óleo, para facilitar a aplicação do produto na pele. Pode-se usar 2 a 3 vezes ao dia.
A catinga-de-mulata é uma erva pouco encontrada nas farmácias ou lojas que vendem plantas medicinais, talvez pela pouca procura. Então o mais fácil é ter a planta no quintal de casa, ou vaso. Não é difícil de cultivar.
Paulo Guilherme comenta ainda que, para sitiantes, é bom ter um canteiro grande com essa planta, para misturar as folhas nas rações de galinha ou porco, para reduzir a presença de vermes.
FontesPlantas medicinais, publicação do Grupos Entre Folhas da Universidade Federal de Viçosa (MG), com divulgação através do CD-room Plantas Medicinais, produzido pela Agromídia Software Empresa de Incabadora de Base Tecnológica da Universidade Federal de Viçosa (MG).
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