Existe uma polêmica a respeito da castanha-de-caju: de um lado, dizem que não é fruta; de outro, ela aparece no último relatório de exportações de frutas brasileiras no segmento das frutas. E, nesse caso, o item castanhas foi o que mais pesou no faturamento no período janeiro-junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, pois teve um incremento de 13,15% em quantidade e 30,21% no valor.
O coordenador de fruticultura do Ministério da Agricultura, Alfonso Hamm, diz que, considerando as castanhas, o desempenho médio total das exportações de frutas indica um aumento de 30%, e sobe de US$137.219.000 obtidos em janeiro-junho do ano passado, para US$178.669.000 para o mesmo período de 2000.
Devido ao mercado ainda potencial, para um país que participa com apenas 1% do total mundial de exportações, o Ministério da Agricultura lançará no começo de setembro, no Rio Grande do Sul, o programa de incentivo à fruticultura. Hamm informa que em princípio o lançamento do programa está previsto para dia 1º de setembro, no Parque da Expointer em Esteio. Será um programa que abrangerá todos os Estados produtores comerciais de frutas no País, inclusive o Paraná.
O programa terá recursos de RS$100 milhões por ano, conseguidos no BNDES. Cada fruticultor terá direito a R$40 mil, no máximo, com prazo de seis anos e três anos de carência, a juro de 8,75% Alfonso Hamm informa ainda que, além daquele programa, serão colocados R$20 milhões à disposição dos produtores paranaenses de uvas finas e uvas para vinho. O limite é de R$40 mil por produtor, mas o prazo será de oito anos, continuando com três anos de carência, informou o coordenador de fruticultura do Ministério da Agricultura.(Jota Oliveira, de Londrina)

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