Casal mostra eficiência na produção leiteira
O casal de produtores de Arapoti Wilko e Ana Cristina Verburg assumiu um grande desafio a partir de janeiro deste ano. O pai de Wilko - que possui uma propriedade rural na região desde a década de 1970 - resolveu passar a administração da produção leiteira para o casal. Eles não titubearam: apostaram numa bateria de cursos ligados à gestão e técnicas de manejo para assumir o trabalho e tornar o sistema produtivo ainda mais eficiente.
A propriedade conta com 91 hectares e produz em torno de 8,5 mil litros de leite por dia. São 280 vacas leiteiras e 13 funcionários no dia a dia. Ana Cristina, formada em administração de empresa e casada com Wilko há 14 anos e meio, explica que abriu os olhos após participar de um curso de empreendedorismo e gestão rural realizado pelo Senar. "Foi um curso bem focado, em que consegui enxergar a nossa realidade de forma clara. O meu sogro fazia um trabalho de anotar todos os custos de forma mais geral, agora trabalho com um fluxo de caixa detalhado, depreciação de máquinas, entre outros índices para que possamos chegar no final do ano com as contas bem alinhadas."
Na série de anotações, a produtora percebeu que os custos de produção, de fato, estavam altos e elencou uma série de medidas que podem deixar as contas mais enxutas. Ela cita como exemplo a melhora na eficiência da carreta misturadora que eles possuem. O veículo estava trabalhando apenas para alimentar as vacas, sendo que no caso dos novilhos era necessário um funcionário para o coxo. "Fizemos algumas mudanças estruturais para que a carreta também pudesse ser utilizada para os novilhos. Com isso, enxugamos a mão de obra braçal."
Outros objetivos estão ligados à reestruturação da área dos bezerros tirando-os de baias coletivas para individuais - e também à compra de um novo tanque de 10 mil litros para a armazenagem do leite. "Assim, a empresa não precisa vir até aqui todos os dias para captar o produto, gastando menos com o transporte e pagando um melhor preço pelo nosso leite. Em três anos, esse valor investido já retorna para a propriedade", calcula a administradora. "Também queremos aumentar a nossa produção, com novos animais, mas antes temos que cumprir com esse planejamento", complementa.
Aliás, os cursos não param na propriedade dos Verburg. Os funcionários também passam por capacitação e Ana Cristina também quer aprender mais sobre as técnicas de produção. "Dessa forma, posso exigir mais dos meus funcionários. Preciso conhecer a técnica para fazer isso melhor."
O Paraná conta com um rebanho leiteiro de aproximadamente 2,5 milhões de cabeças, sendo 1,7 milhões de vacas em lactação. Em 2013, o Estado produziu 4,3 bilhões de litros (3º colocado no País). Com esta produção, o volume leiteiro paranaense representa 12,7 % da produção nacional. Os números são os últimos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (V.L.)






