Herdar um pedaço de terra para quem já mora na cidade há algum tempo pode ser um desafio se a ideia é permanecer com a propriedade. Foi o que aconteceu com o casal Alfredo Ricardo Gracioso e Ionice Conceição Silva Gracioso, que há cinco anos recebeu um sítio de cinco alqueires na cidade de Carlópolis após o falecimento da mãe de Alfredo.
Autônomo e professora aposentada, o casal não tinha muito contato com a vida rural e resolveu se capacitar para alcançar melhores resultados na terra. Eles procuraram o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em Ibiporã e desde então realizaram diversos cursos de capacitação. Vale dizer que eles dividem o tempo entre a vida urbana e a vida rural, já que ainda moram em Londrina.
Distribuída pelos cinco alqueires, a produção é variada: café, milho, mandioca, pomares de frutas e pasto para alguns animais. Dois anos após receber a herança, o primeiro curso foi para a produção de mandioca, hortaliças e olerícolas em geral. Depois, o plantio de frutas cítricas e até de pedreiro rural, feito inclusive por Ionice. "Quando chegamos no sítio estava tudo aberto. Fizemos cercas, requisitamos a luz elétrica e iniciamos o plantio depois de nossa capacitação. Hoje, nossa vida está dividida entre 10 a 15 dias na propriedade e o restante na cidade", explica a produtora.
Nesta semana, o casal esteve no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Ibiporã para realizar mais um curso, dessa vez a produção de compotas, já que eles estavam perdendo muitas frutas na propriedade. "Ainda não estamos comercializando nada que produzimos, mas já é algo que pensamos para a futuro. Os cursos fizeram toda a diferença para a nossa vida, tivemos contato com professores muito competentes, que realmente fizeram a diferença quando assumimos a propriedade", conta Ionice.
O casal pretende continuar a capacitação, realizando cursos mais voltados para a área de alimentos, como leite e derivados, pães e até de plantas medicinais. "Agora, contratamos alguns pedreiros para construção de uma casa na propriedade e pretendemos, construir com as nossas próprias mãos um galinheiro", completa. (V.L.)

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