Casa própria: a boa conquista
Com postura de empreendedora, Neide André Ferreira Rosa, já contabiliza o que a mudança representou para a sua família.
''A melhor coisa que conquistei foi a casa própria. Depois vem as rendas que ajudam a manter a família'', revela Neide, destacando que a maioria das mulheres e jovens, que trabalha na facção, ganha uma média mensal de R$ 400,00. A produção é de cerca de 2.000 peças mensais.
Um salário que varia de acordo com a produção de cada trabalhadora, mas que contribui para que cada família tenha uma renda mensal de até R$ 2 mil.
Mulheres como a passadeira Maria Ivonete Nunes dos Santos, 48 anos, e que encontraram na facção a oportunidade do primeiro emprego na cidade.
O marido e os filhos engordam a renda na roça de café, que deve render pelo menos 30 sacas.
Numa visita à casa de Neide, os móveis novos decoram a vida da nova família de pequenos produtores, exibindo na sala, como um troféu, a fotografia da moradia, com o jardim dos sonhos e o carro na garagem em primeiro plano.
Nos fundos da residência, o filho Renan Ricardo Rosa, 14 anos, espalha os grãos de café no terreirão, enquanto vê crescer a oportunidade de concluir um curso de informática.
Já o pai, o produtor João Ricardo Rosa, espera colher 80 sacas de café beneficiados. A média no Paraná é de 26 sacas.
As três vilas rurais de Pitangueiras produzem 750 sacas de café beneficiados por ano nos 75 lotes que se dedicam à cultura cafeeira. (F.L.)





