Frigoríficos X Pecuaristas

Não dá para aguentar tanta parcialidade e truculência por parte dos frigoríficos.

Vocês têm batido na tecla do valor da arroba, clasificações arbitrárias
de tipos de animais, etc. O que é pra lá de relevante.

Entretanto, existe um outro aspecto no processo, que pouco é aventado mas
de crucial importância (no meu entendimento): Trata-se da balança do
produtor.

Nós pecuaristas, entregamos aos frigorífico uma mercadoria que é duplamente
avaliada por pesagem; 1) o peso do animal antes do abate e 2) o peso do
animal abatido que nos dará o rendimento da carcaça.

Quem pesa e decide em ambos os casos? O interessado maior, o frigorífico, para quem quanto ''menos'' o animal pesar e quanto ''menor'' for seu rendimento de carcaça tanto melhor.

Ou seja, ficamos sempre com o gosto amargo de que estamos sendo enganados sem qualquer chance de contestação.

Acho imprescindível que lutemos pela obrigatoriedade de todo frigorírico ter
a balança do produtor, operada por funcionários pagos pelo pecuarista, atravez suas Federações Estaduais de classe.

Engenheiro agrônomo Ruy Pigatto
Agropecuarista

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Trigo, meu tema predileto

São várias as razões: a primeira, não suporto mais o que denomino de ''pão borracha'' Não culpo as panificadoras, que tem que utilizar a farinha batizada com farinha de mandioca, no pressuposto oficial (governamental que impõem a adição de determinada quantidade desta ultima leguminosa no pressuposto imediatista de amparar as regiões produtoras da mesma).
Em segundo lugar porque a massa resultante da mistura no pão é de digestão mais difícil, alem de anular aquele requisito indispensável do aroma convidatido de pão de trigo sem mistura, o que atrairia o consumidor a consumir mais por ser indiscutivelmente mais palatável.
Em terceiro lugar, porque acredito nas análises laboratoriais do valor calórico do trigo em desfavor do pão utilizado com pré-mistura..
Em quarto lugar e importantíssimo: os componentes químicos não possuem os teores ideais em vitaminas, como a Tiamina, e outros com Complexo B.
Em quinto lugar, porque temos em casa um trabalho enorme em procurar uma que panificação que evetualmente tenha recebido uma partida de farinha de trigo mais isenta de pres-mistura, o que às vezes acontece, pois sou um idoso carente desteselementos indispensáveis para um boa nutrição, assim como todos idosos como nós.
Estas considerações se fazem em homenagem ao artigo na Folha Rural do último sábado , no suplemento Rural, de autoria do eng. Agrônomo Yochiharu Outuki - Diretor Secretário da Coopramil, sob o titulo sugestivo de ''O drama do Trigo''.
João Dias Ayres, médico em Londrina


Resposta da Associação dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM):

1) O projeto de lei do deputado federal Aldo Rebelo que prevê a adição de farinha de raspa de mandioca e de fécula/amido de mandioca à farinha de trigo ainda está em tramitação no Congresso. Portanto, não existe ainda obrigatoriedade de se proceder a mistura.

2) Acerca da alegação de que o pão é de difícil digestão a ABAM sugere que o público consumidor consulte órgãos de pesquisa, cujos técnicos, especialistas na área, atestaram e aprovaram a técnica de adição da fécula/amido de mandioca à farinha de trigo. Foi com base na aprovação dos pesquisadores e técnicos que a ABAM iniciou uma ampla divulgação nacional da tecnologia, promovendo treinamentos de padeiros em diversas localidades, através de parceria com a Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel).

Além da Fundetec, destacam-se entre os órgãos que pesquisaram e atestaram a adição CTAA, o Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), a FAO, a Unicamp (Universidade de Campinas); o Cerat (Centro de Raízes e Amidos Tropicais); o ITA (Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas); e, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

3) As pesquisas realizadas até o momento indicam que a fécula/amido de mandioca tem sido aceito, tecnicamente, como o ingrediente mais eficaz nesse processo. Os outros dois itens são, ainda, objeto de estudo e pesquisa. Os resultados indicam que a fécula/amido tem como efeito a melhora na estabilidade da massa, garantindo melhor tolerância nas fermentações longas e melhora no volume do pão, dando melhor estrutura ao miolo, tornando-o mais suave e com casca mais crocante, sem alterar o odor, visto que a fécula/amido é um ingrediente inodoro.

4) A mandioca é uma das culturas mais antigas do Brasil e gera milhares de empregos, do campo à indústria de farinha, polvilho e fécula/amido. Nos dois últimos anos é a cultura que vem melhor remunerando o produtor rural.

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