CARTAS
A mulher no agronegócio O desenvolvimento da agricultura está acontecendo rapidamente em resposta ao empenho de lideranças do setor produtivo. E a peça principal - e muito importante - para este desenvolvimento é a mulher, em parceria com o homem e toda a família. Tem que acontecer principalmente nas pequenas propriedades. A mulher no agronegócio é fundamental porque ela ajuda na execução dos projetos de diversificação. Muitas vezes ela mesma é que busca essa diversificação e toca os negócios na propriedade. Principalmente na pequena e média propriedades.
Hoje no setor agrícola através dos Sindicatos e dos cursos realizados pelo SENAR, as mulheres passam a despertar e desenvolver essa diversificação em suas propriedades, gearndo renda e aumentando a qualidade de vida da família.
E dando bons exemplos para os filhos.
As pessoas que participam de um curso do SENAR passam a procurar outros cursos e a implantar o que aprenderam, qualificadas e aptadas para executar o curso escolhido. Hoje há o Pronaf (programa de financiamento para a agricultura familiar), que também pode ser feito pelas esposas em parcerias com os maridos. Assim, ambos gerarão mais renda e melhoria da qualidade de vida na área rural. Ao ver como o SENAR está mexendo com a cabeça das pessoas, como está melhorando a qualidade de vida das pessoas. Aí acreditamos como o desenvolvimento está acontecendo rapidamente.
Áurea A.P. da Silva - Agricultora e presidente do Sindicato Rural de Juranda
Quem paga
a Conta?
Acompanhando o comportamento do mercado da soja nos últimos dias já podemos sentir que o mesmo afrouxou para o Brasil e parte disso é conseqüência da devolução por parte da China. Gostaria de saber quem vai pagar a conta desse prejuízo que, de tão grande, não dá nem para ser avaliado.
Pedro Paulo A. C. Almeida, Ivaiporã
Cursos do SENAR
Gostaria de saber mais detalhes sobre os calendários de cursos do SENAR na região de Assis Chateaubriand, mais próxima, ou mesmo Ibiporã, e das oportunidades entre os meses de julho e setembro, conforme a Folha Rural divulgou na semana passada.
Armindo J.S.Stefanis, Janiópolis
Resposta:
E-mail: - telefone (44) 528-4213
Pau-Brasil
Gostaria de saber como poderia plantar uma carreira de Pau-Brasil na minha propriedade, pensando nos meus netos. Como encomendar mudas e qual espaçamento a ser dado no plantio em linha (carreira acompanhando o carreador). Qual o melhor tratamento em termos de adubo. Posso, eu mesmo, formar as mudas?
Augusto F.Bertoleti Cabral, Paranavaí
Resposta:
O Pau-Brasil (Caesalpinia echinata) é uma árvore que ocorre naturalmente do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. Uma Lei Federal de 1978 declarou esta espécie como árvore nacional do Brasil. Mas, desde 1992, o Pau-Brasil está na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Explorado ostensivamente deste o descobrimento do Brasil, quando era encontrado com abundancia, já em 1920 o Pau-Brasil era considerado raro, em conseqüência da devastação da Mata Atlântica. Os índios a chamavam, em tupi ibirapitanga, de madeira vermelha.
É uma árvore com 5 a 30 metros de altura e 15 a 100 cm de diâmetro. Suas flores são amarelo-douradas, perfumadas, e a pétala maior tem uma mancha vermelho-escura no centro.
Suas sementes não apresentam dormência mas, para acelerar a germinação, recomenda-se imersão em água fria por 24 horas. Recomenda-se semear duas sementes em sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno, grandes.
O substrato recomendado para produção de mudas em tubetes são serragem de poda e proporções iguais de serrapilheira de pinus mais vermiculita. A presença de terra de subsolo também favorece a germinação e o crescimento em diâmetro. A repicagem, quando necessária, pode ser feita duas a três semanas após a germinação.
A emergência tem início entre quatro e 60 dias, após a semeadura e o poder germinativo varia entre 40% e 95%. As mudas atingem porte adequado para plantio cerca de oito meses após a germinação. É uma espécie que tolera sombreamento, mas não suporta baixas temperaturas.
Fonte: dr. Paulo Ernani Ramalho Carvalho - pesquisador da Embrapa Florestas
Sobre mudas, outras fontes são:
1) A própria Embrapa Florestas: e-mail:[email protected]. Telefone (41) 666-1313. Estrada da Ribeira, km 111 - Colombo/PR - cep 83 411 000.
2) Os escritório da Emater do seu município,
3) O Sindicato Rural mais próximo, que poderá seu pedido para um viveiro ou produtores que tenham conhecimento do assunto.





