CARTAS
Morcegos têm jeito?
Morcegos estão cada vez mais presentes nos depósitos onde guardo rações, bem como nas instalações de confinamento. Gostaria de saber como controlar esses invasores de uma forma ecologicamente correta, sem uso de veneno. Quero crer, pelas características, tratar-se de morcegos que se alimentam de pequenos insetos; são, portanto, sugadores. Mas incomodam. Se alguém conhecer uma solução adequada, favor telefonar (43) 534-3124 ou (43) 534-1460.
Luiz Elias
Santo Antônio da Platina
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Piscicultura de água doce
Gostaria de receber informações, ou onde econtrá-las, sobre piscicultura no Estado do Paraná. Não se trata de implantação de açudes ou pesqueiros, mas para estudos de potencial e comportamento.
Aldo L. Zokoller
Curitiba
Resposta:
Fontes para informações: 1) e-mail: [email protected], aos cuidados do dr. José Roberto Borghetti, autor do livro 'Aquicultura uma Visão sobre Produção de Organismos Aquáticos no Brasil e no Mundo'. 2) [email protected] tel: (43) 255-1555 (43) 9995-3381, Ricardo Neukirchner, acesse www.aquabel.com.br. 3) prof.Antonio Ostrensk, da UFPR (41) 350-5634/9102-5634 4) Secretaria do Desenvolvimento da Pesca (61) 218-2587/218-2882.
Verbas para pesquisa
A propósito do artigo ''O dia em que o corte de verbas ajudou a pesquisa'', de autoria de Marcos Tosi, publicada no último sábado, dia 17, na Folha Rural, gostaria de declarar que ''sinto muito pela instituição que financiou a viagem dele ao Canadá. O articulista não entendeu bem o que viu e voltou deslumbrado ao bom estilo de que tudo que é bom para o Canadá, é bom para o Brasil. Ainda bem que a FAEP, que conheço pelo compromisso que tem com o desenvolvimento, não padece da mesma miopia.''
Onaur Ruano
Presidente do IAPAR
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Verbas para pesquisa 2
No último dia 17 de abril de 2004 a Folha Rural publicou o artigo de um jornalista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o qual relata a experiência de uma província canadense no corte de verbas da pesquisa. Infelizmente o texto utiliza como exemplo a extinção do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), incorporando-o a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
É temerário este tipo de comparação (ou proposta) especialmente no Brasil, onde as instituições de pesquisa reconhecidamente ajudam a alavancar o agronegócio.
Não se resolve problemas de verbas com toques de mágica, ainda mais em um país eminentemente agrícola como o nosso. Em alguns Estados brasileiros, nos quais se procurou fazer algo parecido com a pesquisa e a extensão, o prejudicado foi o próprio agricultor.
As instituições de pesquisa no Brasil sabem muito bem quais os problemas da nossa agricultura e como resolvê-los. Fazem milagres com os parcos recursos e estão fazendo parcerias há muitos anos.
É preciso conhecer nossas instituições de pesquisa, cujos objetivos diferem na essência das universidades. Cada uma tem a sua missão, mas é óbvio que se complementam. O trabalho da pesquisa e do ensino no modelo nacional tem produzido resultado exemplar. E tudo tem sido feito com a falta de recursos. Imaginemos o que poderia acontecer se houvesse melhores condições.
O Iapar é um Instituto reconhecido internacionalmente pelos seus feitos e é preciso que saiba disto. Movimentos no sentido de apoiar e ajudar nossas instituições de pesquisa devem ser feitos como forma de continuarmos contando com a geração de ciência e tecnologia, o que nos tem sido oferecido amplamente.
Dionísio L. P. Gazziero
Diretor técnico da Assoc. Engº Agrônomos (AEA/LD)
Nota da Redação
1) Não há 'proposta' no artigo de Marcos Tosi, aliás oportuno, para que se discuta pesquisa, recursos, difusão e outros pontos pertinentes. Ele escreveu a convite da Folha Rural. Ao ilustrar a experiência do Canadá, o jornalista apenas recorreu a exemplo hipotético, portanto sem defender a junção do IAPAR a nenhuma outra instituição, tampouco à UEL. Quanto ao IAPAR, pelo que já fez ao Paraná e ao Brasil, o Instituto merece aportes de recursos do próprio Estado, compatíveis com sua grande capacidade de retorno econômico, expressa de forma bem visível ao longo de tantos anos. 2) É positiva a posição da AEA/LD, em defesa do IAPAR. Quem sabe um dia a AEA/LD, e a entidade estadual (AEAPR), saiam em defesa questões maiores como a defesa de mais investimentos para o Instituto e a pesquisa estadual. E a difusão dessa tecnologia. O que se vê na mídia, hoje, deixa entrever que só a pesquisa do governo federal tem a solução para os problemas da agropecuária.





