A carne do porco tem presença garantida em quase toda culinária brasileira. É por esse e outros fatores que, atualmente, consumidores têm à disposição nos supermercados carne de excelente qualidade e com elevada garantia sanitária.
De acordo com Romeu Carlos Royer, vice-presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) e também da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), hoje a maioria dos rebanhos no Brasil se desenvolve em locais de total confinamento, longe das doenças.''São animais que têm toda a segurança alimentar e sanitária'', diz Royer.
Diferente do que muitas pessoas pensam, a carne suína é rica em nutrientes e segundo Royer, ela é recomendada em qualquer dieta alimentar. ''Por ser um animal gordo, antigamente a gordura dele era usada na cozinha pois não existia o óleo de soja. Com a chegada do óleo, na década de 1980 aproximadamente, a gordura suína ficou para trás'', diz.
Royer ressalta que não é a carne suína que faz mal, mas sim o excesso de gordura, que era encontrado nos animais. ''Costumamos dizer que o porco fez regime e virou suíno. Hoje em dia, com a evolução da genética, temos suínos bem mais magros, com carne pura''.
A APS e a ABCS já realizaram diversas campanhas em favor do aumento do consumo da carne suína no Brasil. Segundo Royer, além da distribuição de materiais explicativos com informações sobre valores nutricionais e receitas dos principais pratos, a campanha também estimulou a redução do preço da carne suína para os consumidores.
''No Brasil, o consumo da carne suína por ano é de 13 kg per capta. Na Dinarmarca o consumo chega a 76 kg. Se não fosse uma carne de excelente qualidade, os dinarmarqueses não estariam consumindo tanto'', ressalta.
(F.B.)

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