O Brasil tem os menores custos de produção de carne bovina, suína e de frangos do mundo, estima o consultor de agronegócios da RC.W Consultores, Ivan Wedekin. ‘‘Temos custos de produção muito baixos, resta só traçar uma estratégia para competirmos no mercado internacional’’, afirma.
O Brasil é um dos únicos países com capacidade de aumentar a produção de carne bovina, diz Wedekin. Ele estima que os americanos são os principais produtores de carne bovina do mundo, com 11,752 milhões de toneladas por ano. O Brasil aparece em segundo lugar, com 6,645 milhões de toneladas. A China está na terceira posição, com 5,650 milhões de toneladas, na frente da Argentina, que está no quarto lugar do ranking. Os argentinos produzem 2,9 milhões de toneladas de carne bovina, estima Wedekin.
Ele estima ainda que os custos atuais de produção de suínos no Brasil são de US$ 0,62 por quilo. ‘‘Na Dinamarca, os custos são duas vezes maiores. O custo de produção do suíno na Dinamarca é de US$ 1,10 por quilo’’, explica. Nos Estados Unidos, acrescenta Wedekin, os custos de produção do suíno são 25% superiores aos do Brasil, chegando a US$ 0,77/quilo.
Para a carne bovina, a diferença entre os custos de produção no Brasil e na União Européia são de US$ 2.000 por tonelada, diz o consultor. No Brasil, o custo de produção do boi gordo é de US$ 1.000/tonelada, bem abaixo dos US$ 3.000/tonelada na média dos países da União Européia.
Para o frango, o custo de produção no Brasil é de US$ 500/tonelada, ante US$ 1.000/tonelada na França. Todos os preços são para bovinos, suínos e aves dentro das fazendas, ou seja, não incluem valores de frete.
A produção brasileira de carnes (bovina, suína e de frango) saltou de 8,6 milhões de toneladas em 1990 para 14,4 milhões de toneladas em 2000, estima o consultor. A produção de frango foi a que mais cresceu no período. O consultor estima que a carne de frango representava 27% do total produzido em 1990. ‘‘A participação da carne de frango no total produzido saltou para 41% em 2000’’, afirma.

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