Na Nelore Natural, grife assinada pela Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o produto é elaborado por pecuaristas credenciados e comprometidos com o sistema de criação determinado pela ACNB por meio de termo de responsabilidade. ‘‘A idéia é que seja a carne de todo dia, apesar de ter uma marca e ser vista como produto para ocasiões especiais. O nosso público é preocupado com uma carne mais saudável, com baixo teor de gordura e com origem comprovada’’, comenta Locatelli.
  Os animais selecionados para a marca são criados à base de capim e sal mineral e fazem parte do Programa Qualidade Nelore Natural que aponta normas e procedimentos para obtenção de padrão de carcaça, para sistemas de cria e engorda e para reprodutores. A suplementação é aceita somente para terminação em confinamento e com ração de origem vegetal e por períodos limitados. No frigorífico, há profissionais da marca que fazem a inspeção visual do gado para classificar e selecionar os lotes comercializados. O programa estuda a possibilidade de contratar uma certificadora para dar uma maior credibilidade à marca e encaminhar para a exportação. Atualmente quem audita o processo é a ACNB.
  ‘‘A carne brasileira é muito mal trabalhada mercadologicamente. A criação da marca é um caminho (árduo) que requer investimentos na produção de animais qualificados, como na publicidade. A grande estratégia de venda é a degustação porque o cliente responde no ato’’, avalia Locatelli. A ACNB voltará em breve a investir em publicidade para alavancar a marca para o grande público.
  A distribuição do produto é mais forte em São Paulo, mas chega ao País pela rede Sam’s Club (Wal Mart). São 300 pontos de venda ativos, cinco milhões de cabeças abatidas e 70 mil toneladas comercializadas. Foi lançado para venda em 2001, mas os preparativos começaram em 1999. (C.P.)

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