Carne bovina é o próximo alvo da Corol
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sexta-feira, 02 de julho de 2004
Reportagem Local 
Depois de mais de quatro décadas atuando na área de grãos, fruticultura, rações, café e produção de açúcar e álcool, a Corol, de Rolândia, está prestes a investir na pecuária. Com atuação em mais de 30 municípios do norte do Paraná, é mais uma oportunidade de diversificação para os mais de 7 mil associados. O investimento previsto para a instalação do frigorífico é de R$ 61,5 milhões.
O projeto é ousado e, segundo o Presidente da Cooperativa, Eliseu de Paula, é inédito no Brasil. Está prevista a construção de uma moderna planta, capaz de oferecer cortes diferenciados para consumidores da América do Norte, Europa e Ásia. ''A carne vai sair daqui conforme a tradição dos países que comprarem nosso produto'', revela.
Como garantia de procedêndia, a Corol pretende implantar o processo de rastreabilidade dos animais. Todas as fases serão acompanhadas por técnicos da cooperativa, a exemplo dos outros projetos integrados. Estuda-se até a instalação de um 'boitel' nas proximidades da indústria, para garantir a uniformidade do rebanho. A estimativa é de começar a produção abatendo 1.000 cabeças de gado por dia.
Aos pecuaristas cooperados caberá garantir a entrega de um determinado número de animais/mês estabelecido em contrato. O produtor terá como vantagens a garantia de comercialização, valorização do produto e agregação de valor com a venda de subprodutos como o couro, bucho, tripa, casco, chifre, sangue e outros.
Para implantar o projeto do frigorífico, falta apenas a assinatura do contrato com um parceiro que garantirá a entrada da carne no mercado internacional. As negociações estão avançadas com empresários canadenses, americanos e europeus interessados nessa parceria. ''Também não descartamos os grupos nacionais, pois temos interesse em abastecer também o mercado interno'', destaca. Depois de selado o acordo comercial, será definido o local da indústria e os demais procedimentos para viabilização desse projeto.
No ano passado, a Corol faturou R$ 600 milhões, em todas as atividades. No balanço anual, a cooperativa fechou com 6.800 cooperados, 75% de pequenos produtores, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. A cooperativa é geradora de 1300 empregos diretos e outros 3 mil trabalhadores temporários são contratados durante as colheitas de cana, laranja e uva.


