Carinho e tecnologia garantem boa produtividade
Carinho é bom e os pessegueiros agradecem , mas a cultura no Brasil precisa de investimentos em tecnologia, principalmente na criação de variedades que se adaptem ao clima de regiões como as do Norte do Paraná.
O país produz as chamadas frutas de caroço do Rio Grande do Sul (RS) a Minas Gerais (MG) nos meses de agosto a fevereiro. Como a maior produção das frutas é no RS, a Embrapa naquele estado tem um setor de pesquisa de variedades.
Desde que as pesquisas com a fruta, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), foram desativadas, os produtores paranaenses que recorriam à instituição em busca de novas variedades estão um pouco órfãos de novos estudo.
Entre os mais novos cultivares introduzidos na região estão o flor da prince e o tropic beauty, adaptados ao clima subtropical, resultado do programa de melhoramento da Universidade da Flórida (EUA). Os frutos são bonitos, porém o sabor é ácido, mais apropriado ao palador norte-americano que ao brasileiro.
Apesar de pouco investimento em pesquisa, a produção de frutas de caroço requer tecnologia, desde a produção de mudas à análise de solo e adubação, garantindo a produtividade.
''A partir do momento em que começamos a produzir, acompanhamos a evolução da tecnologia e da qualidade do produto. Não adianta somente ter dinheiro, mas também tecnologia. O agricultor precisa estar consciente das dificuldades que terá, conseguindo o retorno do investimento em três anos se não enfrentar uma geada'', avalia Flávio Itimura, agrônomo responsável pela assistência técnica do grupo Tomita Itimura. As perdas na produção na Fazenda Limeira não ultrapassam aos 2%.
A propriedade já está preparada para no ano que vem produzir as próprias mudas de pêssegos e nectarina. (F.L.)





