Depois de anos de falta de investimentos em renovação dos canaviais, fator que resultou em uma queda abrupta na produtividade das áreas da cultura no Brasil, outro "velho" problema continua assombrado os usineiros. O capim-camalote, uma planta daninha de alto poder de disseminação, tem sido encontrado em alguns polos de produção de açúcar e etanol, como no norte de São Paulo. Segundo especialistas, essa praga pode acarretar ainda mais prejuízos na produção se não forem adotadas medidas imediatas de controle.
De origem indiana, o Rottboellia cochinchinensis, mais conhecido como capim-camalote, é uma planta silvestre que chegou ao Brasil por meio de carregamentos de arroz provenientes da Colômbia há mais de 20 anos. Depois de destruir muitas plantações de arroz, o capim se espalhou adaptando-se bem nas áreas de produção de cana-de-açúcar.
No Paraná, já há relatos de pequenos focos da gramínea, principalmente na região Norte, um deles no município de Bandeirantes. Mas, para alívio dos produtores paranaenses, a gramínea se encontra controlada no Estado. O professor doutor Jamil Constantin, do departamento de controle de plantas daninhas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), afirma que, de forma lenta, o capim-camalote tem tomado conta das lavouras de cana-de-açúcar do Brasil. Ele completa que o controle mal realizado de plantas daninhas aumenta a capacidade de disseminação da praga.
No Norte do Paraná, o capim-camalote está sob controle, porém o monitoramento das usinas é constante.

Leia mais na reportagem de Ricardo Maia na Folha Rural deste sábado.

mockup