Segundo a pecuarista Vera Prando, o manejo com a cana para alimentar os animais sai por um terço do que seria gasto com a produção de silagem de milho. Três alqueires de milho para silagem - o suficiente para alimentar a fase de cria na fazenda -, de acordo com a pecuarista, considerando o preço de R$ 17,00 a saca do milho, teriam um custo de R$ 17 mil. Somada a mão-de-obra e outros investimentos necessários o total seria de R$ 20 mil no gasto com alimento para o gado no inverno, por pelo os três meses mais críticos do inverno.
No caso da cana este custo não seria superior a R$ 5 mil, também já computados gastos do plantio da lavoura, mão-de-obra, entre outros, e incluído a compra do sal mineral proteinado.
Este ano a pecuarista preparou para o rebanho de vacas para cria (1.200 vacas) dois alqueires de cana, ''suficiente para passar os meses mais críticos em quantidade e qualidade de pasto. Ali, no ano passado, o pasto não sofreu tanto com o clima no final período das secas.''
Segundo Vera, no Oeste choveu melhor do que no Norte do Paraná e ainda há um pouco de sobra, o que possibilitará este ano, além de usar cana e sal mineral, separar mu pedaço da pastagem que só será aberto ao pastoreio nos meses mais críticos para reforçar a dieta dos animais.
Já na propriedade do Norte do Estado, no mês de setembro de 2002, quando o pasto vinha se recuperando do período seco, houve uma geada tardia, que atrasou a rebrota e o pasto só deu sinais de melhora em dezembro/janeiro. Hoje há poucas áreas onde o capim se desenvolveu bem e por isso ficará mais difícil fazer a vedação e o pastoreio rotacionado do rebanho durante o inverno. A área de cana, então, servirá mesmo como principal suplemento.
O administrador da fazenda em Irerê, Jairo Moreira, conta que os animais ficam no pasto rotacionado (piquetes divididos com cerca elétrica) por três dias seguidos em cada piquete o que garante a recuperação das outras áreas e a manutenção da comida para o rebanho. Nesta época do ano, a fazenda do Norte do Paraná, tem bois na engorda, com 18 meses e peso de 11,5 arrobas, sem perda de peso, se mantendo. ''Se estes animais não tivessem recebido cana no inverno passado hoje teriam perdido peso,'' avaliam Vera e Jairo.

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