Campos limpos na safrinha
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Reprotagem Local 
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de milho safrinha deve aumentar 5% na safra 2009/2010 em relação à anterior, passando de 17 para 18 milhões de toneladas. Os principais estados produtores são Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. ''Estes locais se destacam no plantio do milho de segunda safra porque são também grandes produtores de soja. A rotação entre as duas culturas é muito positiva, principalmente porque com a realização correta do manejo, ocorre naturalmente uma redução na presença de plantas daninhas na cultura subsequente'', afirma Robinson Osipe, professor responsável pela fazenda experimental da Universidade Estadual do Norte do Paraná - Campus Luiz Meneghel, em Bandeirantes.
Ao realizar o manejo integrado, que inclui diversas etapas, indo do tratamento de sementes até a aplicação de herbicidas, o produtor pode prevenir e controlar o aparecimento de plantas daninhas - que competem com o milho por água e nutrientes - tanto na lavoura atual quanto na que virá depois. Isto porque já há produtos no mercado com um residual que permite o fechamento da cultura, evitando que as plantas daninhas produzam sementes que afetariam a plantação seguinte.
''Hoje um dos grandes desafios na safra de verão é o tratamento de plantas daninhas remanescentes de safras anteriores. Há agricultores que utilizam os herbicidas de maneira incorreta, com subdoses, por exemplo, e com isso acabam se prejudicando. Muitas vezes o problema só vai aparecer na safra seguinte, como é o caso da buva resistente, que até pode ser controlada na safrinha, mas poderá trazer prejuízos mais sérios para a próxima lavoura, geralmente de soja'', completa Osipe.
A realização correta do manejo integrado, além de ajudar a controlar as plantas daninhas nas culturas seguintes, ainda pode aumentar a produtividade. ''Embora alguns produtores ainda deem menos importância à safrinha, isto está mudando. Grande parte deles já realiza corretamente o manejo e por isso conseguem um rendimento similar ao obtido em uma lavoura normal de milho'', finaliza o professor Osipe.
''Recomendamos o uso de doses adequadas ao manejo e sempre com a orientação de um agrônomo'', diz Mariel Augusto Alves, gerente da cultura Milho para a região Sul da Bayer CropScience. Ele destaca um dos produto do portfólio da empresa, que permite o controle efetivo de plantas daninhas em pós-emergência para o milho safrinha. ''O produtor terá áreas mais limpas em consequência diminuição do banco de sementes de plantas daninhas'', diz. Assim, os benefícios são extensivos às outras culturas subsequentes.


