Campos Gerais lidera a produção de milho
A técnica do plantio direto foi a mola propulsora do desenvolvimento agrícola nos Campos gerais. A produtividade média de milho da região saltou de 4.800 quilos por hectare em 1980 para 6.800 quilos por hectare, no período de seis anos. A técnica foi difundida pela Fundação ABC em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que criou essa marca registrada da região, conta o engenheiro agrônomo Marcos Valentini, técnico da Fundação ABC.
Além do aumento de produtividade, o plantio direto conseguiu conter a tendência do solo, de textura arenosa, para a erosão. Daí a receptividade imediata do produtor, justificou Valentini. A técnica consiste no plantio de uma gramínea de inverno que pode ser aveia preta, branca, trigo ou triticale que posteriormente é dessecada e o plantio das lavouras de verão que é feito sobre a palha seca. No caso do trigo ou outras gramíneas com graõs, eles são colhidos antes da dessecagem, explicou Valentini.
Com o acúmulo de matéria orgânica, o solo ficou mais fértil. Aliás o grande mérito da técnica é que ela permite que cada região construa o seu solo, apontou o técnico. Em função dessa construção, a produtividade média dos produtores associados às coooperativas Arapoti, Batavo ou Castrolanda atinge quase 7.000 quilos por hectare, sendo que na região a média de produtividade é de 3.400 quilos por hectare, afirmou o chefe do núcleo da Secretaria da Agricultura em Ponta Grossa, Laertes Sidney Bianchessi.
A alta produtividade é responsável pela liderança da região na produção de milho. Na safra passada foram colhidas 862 mil toneladas e para esse ano a Seab estima uma safra de 819 mil toneladas. (V.C.)





